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28/03/2010 - 17h46

Visitas de Piñera a Brasil e Argentina demonstram interesse do Chile, diz chanceler

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 28 MAR (ANSA) - O chanceler chileno, Alfredo Moreno, declarou que as próximas visitas que o presidente Sebastián Piñera fará a Brasil e Argentina revelam o "especial interesse" de seu governo pela região.

O mandatário do Chile viajará para a nação governada por Cristina Kirchner em 9 de abril, ocasião na qual manterá um encontro bilateral com sua homóloga. No dia seguinte, ele embarca para o Brasil, onde se reúne com Luiz Inácio Lula da Silva.

Após as estadias nos países sul-americanos, Piñera se dirigirá aos Estados Unidos. Ali ele assistirá a uma cúpula sobre segurança nuclear, marcada para ocorrer em 12 e 13 de abril na cidade de Washington.

"As visitas a Argentina e Brasil, quando se realizarem, corresponderão a uma expressão prática de nosso especial interesse pela América Latina e pelos países vizinhos", declarou Moreno ao jornal El Mercurio.

"No caso dos Estados Unidos, assistiremos à cúpula nuclear, tema de interesse mundial e também do Chile. E ao mesmo tempo estreitaremos laços com a comunidade política norte-americana", acrescentou.

O chanceler reiterou o interesse prioritário nas relações com as nações vizinhas, dizendo acreditar que atualmente o país têm "relações muito boas com Argentina, Bolívia e Peru, apesar das diferenças".

"O que acreditamos é que podemos, como disse o presidente, avançar em assuntos de interesse mútuo com um olhar no futuro", arrematou.

Questionado quanto ao debate constitucional na Bolívia -- que considera "irrenunciável" sua reivindicação junto ao Chile por uma saída ao mar -- Moreno informou que seu país "foi muito claro em sustentar a vigência dos tratados existentes, e vamos continuar sendo".

A Bolívia perdeu seu território costeiro em uma guerra travada com o Chile entre 1879 e 1883, sendo que ambas nações não mantêm vínculos diplomáticos desde 1962. Porém, em 2006, o mandatário boliviano, Evo Morales, e a ex-presidente chilena Michelle Bachelet acertaram uma agenda comum de 13 pontos para nortear o diálogo bilateral.

O chanceler falou dos "gestos positivos" do Peru, "como o fato de que o presidente Alan García veio ao Chile acompanhando pessoalmente a ajuda que enviou após o terremoto, e logo esteve presente na transferência de mando", em alusão ao abalo sísmico que atingiu o país no mês passado e à cerimônia de posse de Piñera, em 11 de março.

"Diria que neste começo tivemos uma ótima relação com as autoridades peruanas", acrescentou ele.

Chile e Peru mantêm uma disputa no Tribunal Internacional de Justiça, em Haia, devido ao desenho dos limites marítimos binacionais. No ano passado, além disso, um suposto caso de espionagem conturbou ainda mais as relações entre as duas nações.

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