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31/03/2010 - 11h39

Dom Odilo Scherer diz que Igreja se arrepende de males causados por pedofilia

ANSA
CIDADE DO VATICANO, 31 MAR (ANSA) - O arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, afirmou que a Igreja Católica não nega as denúncias de pedofilia que envolvem seus membros, mas "se arrepende enormemente pelos males causados aos outros e a si mesma".

Em artigo publicado hoje no jornal vaticano L'Osservatore Romano, o cardeal explicou que a instituição religiosa "não ensina a cometer crimes, não os aprova, não os encobre e deixa claro que todos devem responder pelos próprios atos perante Deus e as leis do homem".

Scherer falou também da existência de "uma ação organizada contra o Papa [Bento XVI] para torná-lo responsável por todos os males".

Nos últimos meses, a Igreja Católica vem sendo alvo de denúncias de abuso sexual contra menores que envolvem seus membros em diversos países, entre os quais Alemanha, Irlanda, Estados Unidos, Brasil, Suíça e Itália.

O arcebispo de São Paulo convidou os católicos a "separarem o joio do trigo". "Criminalizar toda a Igreja não é justo, uma vez que os crimes foram cometidos por somente alguns e não por todos", apontou ele.

Quanto às denúncias feitas pela imprensa contra o Pontífice, são "notícias forçadas e instrumentalizadas". "Isto é injusto, inoportuno e provoca dor", completou.

As suspeitas afirmam que Bento XVI teria deixado de punir um sacerdote acusado de ter molestado 200 crianças surdas nos Estados Unidos e sabia que um padre pedófilo alemão retomara as atividades pastorais na Arquidiocese de Munique e Freising, na época comandada por ele. Ambas as acusações foram repudiadas tanto pelos representantes da diocese quanto pelo Vaticano.

Scherer declarou, no entanto, que é necessário reconhecer que a instituição tem falhas e que é preciso corrigi-las, assim como pede o Evangelho.

"Quando se indicam os defeitos na Igreja e em seus membros é porque se espera desta e de seus membros comportamentos e atitudes que tornem claros e perceptíveis os altos valores e ideias que ela prega e nos quais crê", acrescentou.

"Os refletores da mídia estão acesos sobre todos os males e fraquezas da Igreja, como se toda ela estivesse imersa na crise", disse. "Cada pessoa bem intencionada sabe que não é assim. Devemos distinguir e não projetar indevidamente os comportamentos reprováveis de alguns membros e estendê-los a toda a Igreja", comunicou.

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