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31/03/2010 - 13h29

Popularidade de Bento XVI cai nos EUA após denúncias de pedofilia

ANSA
WASHINGTON, 31 MAR (ANSA) - A popularidade do papa Bento XVI entre os norte-americanos caiu 20% nos últimos dois anos, especialmente entre a visita do Pontífice aos Estados Unidos em abril de 2008 e a divulgação de várias denúncias de pedofilia relacionadas ao clero.

O levantamento foi feito igualmente entre católicos e não católicos, entrevistados nos dias 26, 27 e 28 de março. Segundo a estimativa, o número dos que aprovam e dos que desaprovam Joseph Ratzinger é semelhante, de 40% e 35%, respectivamente.

Uma das suspeitas de pedofilia veiculadas nos Estados Unidos diz respeito ao religioso Lawrence Murphy, acusado de ter molestado pelo menos 200 crianças surdas em Milwaukee.

Recentemente, o The New York Times publicou uma notícia afirmando que na época em que o Pontífice era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé ele decidiu, junto ao atual secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, não punir o padre pelos abusos. A razão alegada pelo Vaticano foi que ele estava muito doente, havia se arrependido de seus pecados e não surgiram novas denúncias.

Hoje, o arcebispo da cidade norte-americana, Jerome Listecki, pediu desculpas formalmente pelo caso Murohy e assumiu a culpa em nome da diocese.

"Fomos nós, autoridades civis e religiosas de Milwaukee, que erramos entre os anos 1970, 1980 e 1990. Não Roma e o Vaticano entre 1996 e 1998", declarou ele. "Por isso vos peço desculpa em nome da Igreja e desta arquidiocese", acrescentou.

Em uma declaração publicada no jornal vaticano L'Osservatore Romano, os bispos norte-americanos defenderam a atuação de Bento XVI no contraste ao "pecado e o crime".

"Sabemos por nossa própria experiência como o Papa está profundamente preocupado por todos que foram atingidos por abusos sexuais e como reforçou a resposta da Igreja às vítimas, dando apoio aos nossos esforços de combater os culpados", asseguraram.

Explicando que as denúncias trazem indignação e vergonha à Santa Sé, os prelados afirmam que continuarão buscando "fornecer um ambiente seguro para as crianças das nossas paróquias e nossas escolas" e trabalharão para "afrontar a praga dos abusos sexuais em toda a sociedade".

Assinada por autoridades da Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB, na sigla em inglês), o texto faz referência à reunião mantida por Bento XVI quando de sua viagem a Washington com vítimas de abusos sexuais.

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