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02/04/2010 - 18h34

Sem fazer referência a casos de pedofilia, Papa diz que 'o amor pode mudar o mundo'

ANSA
ROMA, 2 ABR (ANSA) - O papa Bento XVI convidou na noite de hoje, ao término da Via Sacra no Coliseu, os cristãos a viverem "todo dia o amor", ressaltando que esta "é a única força capaz de mudar o mundo".

"Nossos fracassos, nossas decepções, as nossas amarguras, que parecem marcar o fim de tudo, são iluminadas de esperança", declarou Bento XVI durante a celebração desta Sexta-feira Santa.

Sem fazer nenhuma referência aos recentes casos de pedofilia que abalaram as estruturas do Vaticano -- denunciados em várias nações, incluindo a Alemanha, a sua terra natal --, o Pontífice esclareceu na homilia que "da traição pode nascer a amizade" e "do ódio o amor".

"A Sexta-feira Santa é o maior dia de esperança, aquela que amadurece sobre a cruz enquanto Jesus morre, enquanto exala o último respiro", continuou.

Cristo "sabe que a morte se torna uma fonte de vida, como a semente do terreno que deve ser rompida para que a planta possa nascer", assim, "um grão que cai na terra não morre, ele apenas permanece, mas se morrer, dá frutos".

Nesse sentido, "Jesus é o grão que cai na terra, quebra, se rompe, morre, e por isso pode dar frutos", complementou o Papa, que deixou o local logo após o seu pronunciamento, dirigindo-se ao Vaticano.

A Via Sacra no Coliseu, que lembra o sofrimento de Cristo antes da crucificação, foi instaurada em 1741 por ordem do papa Bento XIV. Após permanecer um período sem ser recordado, o percurso passou a ser presidido por um pontífice em 1964, com Paulo VI.

O percurso deste ano contou com a participação do cardeal-vigário de Roma, Agostino Vallini, dois haitianos, dois iraquianos, uma vietnamita e uma congolesa, além e de uma família romana e um paciente acompanhando por um membro da União Nacional Italiana de Transporte de Doentes a Lourdes e a Santuários Internacionais (Unitalsi), entre outros.

Já as reflexões -- lidas em cada uma das 14 estações -- foram e redigidas pelo cardeal Camillo Ruini e também não abordaram as denúncias contra membros da Igreja Católica, mas sim as "traições" sofridas por Jesus na sua morte.

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