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03/04/2010 - 20h11

Papa celebra Vigília Pascal sem citar casos de pedofilia

ANSA
CIDADE DO VATICANO, 3 ABR (ANSA) - O papa Bento XVI celebrou na noite de hoje a Vigília Pascal, na Basílica de São Pedro, sem fazer nenhuma referência aos recentes casos de pedofilia que abalaram as estruturas do Vaticano nos últimos dias.

A celebração do Sábado de Aleluia foi dedicada às virtudes da fé e à necessidade de se iniciar o caminho de renúncia ao pecado, entendido como a "adoração do poder", a "cobiça", a "mentira", a "crueldade" e os "vícios".

O Papa iniciou a solenidade com a benção do fogo novo no adro e o acendimento do círio pascal. O rito, que durou cerca de duas horas, antecede a Páscoa e recorda a ressurreição de Jesus, um momento de grande alegria aos cristãos.

Em sua homilia, Papa citou uma antiga lenda judaica abordada pelo livro "A vida de Adão e Eva", que retrata o momento em que "Adão, na sua última doença, mandou o filho Set junto com Eva para a região do Paraíso para pegar o óleo da misericórdia, para usá-lo e ser curado".

Com a parábola, Bento XVI advertiu que "a ciência médica atual busca, além de extinguir a morte, eliminar o maior número possível de suas causas, de adiá-la sempre, de procurar uma vida sempre melhor e mais longa".

Uma tentação que, segundo ele, deve ser analisada e questionada pelos cristãos, pois, "se conseguisse, talvez não excluir totalmente a morte, mas sim adiá-la indefinidamente", a "humanidade envelheceria de forma extraordinária e não haveria lugar para a juventude".

"Se extinguiria a capacidade de inovações e uma vida interminável não seria um paraíso, mas uma infeliz condenação", complementou.

Também em seu pronunciamento, o Papa voltou ao tema da "iniciação à fé", descrevendo-a como uma "mudança de vestes", em "um percurso que dura toda a vida", marcado por renúncias e promessas.

"Para contemplar o rosto de Deus", deve-se, primeiro, retirar "as roupas velhas", do pecado, libertando-se "da imposição de uma forma de vida que se oferecia como prazer e, todavia, empurrava à destruição", continuou.

Citando as palavras de São Paulo, Bento XVI classificou como pecados "a fornicação, a impureza, os vícios, a idolatria, as feitiçarias, a inimizade, a discórdia, o ciúme, as divergências, as divisões, as invejas, a embriaguez, as orgias e coisas do gênero".

Por fim, o Pontífice enfatizou a importância do sacramento, ao administrar o Batismo, a Confirmação e a Primeira Comunhão a seis catecúmenos preparados pelo Vicariato de Roma: dois homens, provenientes do Japão e da Rússia, e quatro mulheres, uma originária da Somália, uma do Sudão e duas da Albânia.

Ainda há a expectativa, pouco provável de se concretizar, de que Bento XVI retome ou se pronuncie publicamente sobre as denúncias em seu discurso de amanhã. Neste domingo, além da missa do dia da Páscoa, o Papa pronunciará a bênção "Urbi et Orbi" [à cidade (de Roma) e ao mundo].

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