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04/04/2010 - 11h58

Bolívia-Eleições: Ao emitir voto, Morales destaca a importância da democracia

ANSA
LA PAZ, 4 ABR (ANSA) - O presidente boliviano, Evo Morales, destacou a importância das eleições regionais deste domingo, as primeiras realizadas no país, ao afirmar que "a democracia se fortalece cada vez mais na Bolívia".

Morales compareceu ao seu colégio eleitoral, em Villa 14 de Septiempre, na região de Chapare, centro do país, por volta das 08h30 locais [10h30 no horário de Brasília], meia hora após a abertura das urnas. Os cerca de cinco milhões de bolivianos habilitados elegem hoje seus representantes departamentais, municipais e regionais. Os centros de votação devem ser fechados às 16h locais.

"Em nossa gestão, garantimos a democracia, e também tivemos votações todos os anos", disse Morales, ao ressaltar o peso desta votação para o regime democrático.

"Não apenas no trópico. Em Villa Tunari, em Chimoré, em Entre Ríos há apenas um candidato. Em vários municípios há um único candidato. Mas essa é uma decisão do povo", declarou o presidente após emitir seu voto, ao ser questionado sobre o fato de seu partido, o Movimento ao Socialismo (MAS), ser o único a ter apresentado candidatos a todos os cargos em disputa.

Antes de sufragar, o mandatário já havia enfatizado que neste momento "a Bolívia aperfeiçoa e fortalece cada vez mais a democracia com a participação em massa dos cidadãos não apenas para a eleição de suas autoridades, mas também para a definição de políticas de governo".

Nas mais de quatro mil seções eleitorais, as votações ocorriam com tranquilidade nas primeiras horas do dia. Além dos governadores dos nove departamentos [estados] do país, os bolivianos também escolhem 337 prefeitos, 1.887 vereadores, 23 autoridades indígenas locais, entre outros representantes regionais.

Segundo o presidente da Corte Nacional Eleitoral, Antonio Costas, a jornada eleitoral "começou com total normalidade, às 8h da manhã [10h no horário de Brasília] em todo o país".

Ontem, em declarações à ANSA, o porta-voz da CNE, Rubén Martínez, indicou que o processo de apuração, após o encerramento das eleições, "deve demorar um pouco. Mas nosso prazo final para entregar os resultados é 29 de abril".

A votação deste domingo é vista também como uma nova prova ao presidente, que, desde que assumiu o governo, em 2006, tem sido respaldado pela população.

Eleito pela primeira vez em 2005, o líder indígena promoveu um processo de refundação do Estado boliviano em seu primeiro mandato e conseguiu a formulação e aprovar uma nova Carta Magna. Em dezembro de 2009, ele foi ratificado no cargo com 64% dos votos. Sua atual gestão deve se completar em 2015.

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