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06/04/2010 - 20h08

Organizações convocam manifestações para defender Lei de Mídia na Argentina

ANSA
BUENOS AIRES, 6 ABR (ANSA) - Organizações de profissionais, sindicais, redes de rádios comunitárias, pequenas empresas, atores e jornalistas convocaram mobilizações em defesa da Lei de Mídia, proposta pelo governo da presidente Cristina Kirchner e aprovada no ano passado pelo Congresso, mas cuja aplicação foi suspensa após uma decisão judicial.

Apesar de ter sido aprovada pelos parlamentares, a medida não entrou em vigor após a Câmara Federal de Apelações de Mendoza ter ratificado, no último dia 25, a decisão da juíza Olga Pura de Arrabal, que acatou medida cautelar impetrada pelo deputado Enrique Thomas, do partido Unidade Popular, impedindo a aplicação da lei.

A primeira manifestação está marcada para a próxima sexta-feira às 19h locais [mesmo horário de Brasília] em frente ao Obelisco, na capital Buenos Aires. O encontro foi organizado por meio de um site, que reúne críticas aos meios de comunicação do país.

Outro protesto está programado para o dia 15 e incluirá uma marcha até a Corte Suprema, instância que deverá dar a última palavra sobre o tema.

Hoje, ao anunciarem as manifestações, as 300 organizações que compõem a Coalizão por uma Radiodifusão Democrática repudiaram a decisão dos "juizes da ditadura".

Néstor Busso, presidente da coalizão, antecipou que conseguiu o apoio das organizações Mães e Avós da Praça de Maio e das rádios comunitárias e universitárias de todo o país, que deverão juntar-se à mobilização da próxima semana.

Deputados de centro-esquerda também apresentaram seu respaldo. Carlos Raimundi, ex-deputado nacional, afirmou que "há um avanço na tomada de consciência da sociedade". Contudo, "é difícil mensurá-lo".

"Por outro lado, é evidente que os meios perderam sua condição de sagrados na sociedade", enfatizou.

Já o deputado Martín Sabbatella esclareceu que "é preciso mostrar claramente que a imensa maioria da população apoia a lei, que são todos, que é a democracia".

Outra ação será promovida pelas centrais sindicais CGT e CTA, que farão uma caravana no dia 12 contra as demissões anunciadas pelo Grupo Uno. O grupo se reunirá em frente ao canal América 2, em Buenos Aires, e terminará sua marcha em Rosario.

A nova Lei de Mídia, que substitui a antiga, promulgada durante a ditadura militar (1976-1983), pretende evitar a formação de monopólios dos meios de comunicação, abrir o setor às organizações não-governamentais, aos sindicatos, universidades e povos originários. Por sua vez, as empresas resistem fortemente, com a apresentação de recursos para derrubar o projeto.

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