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07/04/2010 - 19h09

Opositor pede que presidente peruano deixe o cargo

ANSA
LIMA, 7 ABR (ANSA) - O líder do Partido Nacionalista Peruano (PNP), Ollanta Humala, apresentou hoje, junto a congressistas de sua agremiação, o pedido de vacância contra o presidente Alan García, por sua "incapacidade moral" para governar o país.

Humala, que foi candidato às presidenciais de 2006, considera que García deve ser responsabilizado pelas mortes registradas nos recentes protestos de mineradores informais. Nos últimos dias, em um confronto com efetivos da Polícia Nacional, pelo menos seis pessoas morreram.

O opositor argumenta ainda que a moção de vacância está contemplada na Constituição do país e esclarece que os congressistas de seu partido não apoiam a manifestação e nem têm intenções políticas, como as eleições de 2011, com tal processo.

"Não é uma sanção, mas uma consequência" dos atos de García, reiterou, ao anunciar sua denúncia.

Antes, Humala havia recordado os "mais de 70 mortos e 600 feridos" de Bagua. No último ano, uma repressão policial na região deixou dezenas de vítimas fatais. Com o trágico fim do protesto, o Congresso decidiu anular dois decretos presidenciais, como pediam os manifestantes.

Segundo a comunidade, tais normas, aprovadas para dar andamento ao Tratado de Livre Comércio (TLC) assinado com os Estados Unidos, causaria danos ao meio ambiente e à população.

"Merece ou não ser retirado do cargo? Essa é a minha pergunta. Sua política causou a morte de 70 pessoas, isso é ou não um problema moral? Se acreditamos que isso é normal, então, creio que há um problema na moral nacional", completou Humala.

Já o confronto do último domingo, entre policiais e manifestantes, que bloqueavam a estrada Panamericana Sul, em Chala, deixou pelo menos seis mortos e 20 feridos.

Os garimpeiros impediam o trânsito na via como forma de protesto às leis que ordenam a formalização da atividade e excluem a região de Madre de Dios, a zona com maior biodiversidade do país, das áreas de extração. O governo, por sua vez, promove a formalização da mineração artesanal, e diz que os mineradores precisam pagar impostos e deixar de poluir.

Segundo dados oficiais, a atividade é desenvolvida por 40 mil famílias, que produzem 17 toneladas de ouro por ano, o que representa US$ 150 milhões.

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