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08/04/2010 - 11h22

Bispos de Malta dizem que pedofilia é 'humilhação para a Igreja'

ANSA
VALLETTA, 8 ABR (ANSA) - Os bispos de Malta -- país que será visitado pelo papa Bento XVI nos dias 17 e 18 deste mês -- exprimiram "dor e contrição" em relação às vítimas de pedofilia, aos "irmãos cristãos que sofreram" e a "toda a sociedade maltesa".

Os religiosos do arquipélago mediterrâneo responderam assim às pressões quanto aos abusos sexuais cometidos por membros do clero contra menores, declarando os casos como uma "fonte de humilhação para a Igreja".

O arcebispo de Malta, Paul Cremona, e o bispo da ilha de Gozo, Mario Grech -- que acolherão o Pontífice durante a visita -- repetiram as palavras escritas por Bento XVI na carta pastoral aos fieis irlandeses, referindo-se aos abusos como atos "de crime e pecado".

Na missiva, lida pelo Papa no dia 20 de março, ele expressa sua "vergonha" pelos crimes de pedofilia cometidos por sacerdotes do país europeu e acobertados por 60 anos.

Em nota, os dois prelados malteses também apelaram para que todos os cristãos cooperem com as autoridades competentes, inclusive as judiciais civis.

Cremona e Grech explicaram ainda que a Igreja local está entre as primeiras que agiram no combate aos abusos. Eles explicaram que em 1999 foi criado um conselho, chefiado por um juiz aposentado, que tem a função de investigar as acusações de pedofilia da parte de membros do clero.

A viagem ao arquipélago mediterrâneo será a primeira de Bento XVI neste ano -- ainda em 2010 ele visitará Portugal, Chipre, Grã-Bretanha e Espanha.

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