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08/04/2010 - 10h58

Colômbia pede que CIDH intervenha em caso de prisões de cidadãos na Venezuela

ANSA
BOGOTÁ, 8 MAR (ANSA) - O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia apresentou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) "uma solicitação de intervenção urgente" no caso dos oitos cidadãos do país presos na Venezuela sob acusação de espionagem.

A Chancelaria informou que o governo colombiano enxerga "com profunda preocupação a prática sistemática de estigmatização que vem se configurando na Venezuela de pré-julgar e julgar colombianos só pelo fato de serem cidadãos do país".

O documento faz referência às afirmações do ministro venezuelano do Interior, Tarek El Aissami, de que a nacionalidade do grupo detido "já é um elemento preocupante".

Caracas acusa as oitos pessoas de espionagem devido à apreensão de fotos nas quais era retratado o sistema elétrico local -- o país atualmente enfrenta dificuldades para atender à demanda por geração de energia em razão de uma seca.

Além disso, foram encontradas carteiras da 4ª Brigada do Exército colombiano em Medellín no nome de dois dos presos, Luis Carlos Cossio e Cruz Elva Giraldo.

Ontem, o presidente da nação vizinha, Álvaro Uribe, declarou que um deles é farmacêutico e o outro, médico. Em nota, a Defensoria Pública do país informou que, "segundo versões familiares, os detidos trabalharam na área administrativa da 4 ª Brigada há mais de oito anos".

Foram presos também três sobrinhos de Giraldo -- Santiago, Nelson e Isabel Giraldo -- e outros três funcionários de uma empresa familiar de sorvetes na cidade venezuelana de Barinitas.

Uma emissora de televisão fez uma reportagem sobre a microempresa, na qual o proprietário, pais dos três detidos, conta que o negócio funciona há dez anos.

De acordo com o defensor público colombiano, Vólmar Pérez, no total 20 cidadãos do país foram presos na Venezuela durante o mês de março.

No dia 19, a polícia deteve 12 pessoas no município de Miranda, enquanto no último dia 23 prendeu o grupo formado por oito colombianos.

Caracas mantém as relações diplomáticas com Bogotá "congeladas" desde julho do ano passado, quando o presidente venezuelano, Hugo Chávez, foi acusado de contrabandear armas para grupos guerrilheiros.

O acordo assinado entre Colômbia e Estados Unidos em outubro de 2009, que permite o envio de efetivos norte-americanos a sete bases militares da nação sul-americana, também contribuiu para o aprofundamento da crise diplomática.

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