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08/04/2010 - 18h37

Frente Nacional pede intervenção da OEA pela restauração da democracia em Honduras

ANSA
TEGUCIGALPA, 8 ABR (ANSA) - A Frente Nacional de Resistência Popular contra o Golpe de Estado de Honduras pediu hoje à Organização de Estados Americanos (OEA), que intervenha pela restauração da democracia e da ordem institucional no país centro-americano.

O grupo, que respaldava o presidente Manuel Zelaya, destituído por um golpe de Estado em junho de 2009, reiterou hoje que o atual mandatário do país, Porfirio Lobo, eleito nas votações de 29 de novembro do último ano, segue a posição do regime de facto, que fora liderado por Roberto Micheletti.

Desde que Lobo assumiu, em 27 de janeiro, foram cometidos mais de "dez assassinatos políticos", expressou a organização em uma carta enviada ao secretário-geral da OEA, José Miguel insulza.

Segundo a Frente Nacional de Resistência, as pessoas assassinadas "por sicários hondurenhos", que foram acusadas se serem supostos paramilitares colombianos, eram na verdade dirigentes sindicais, professores, camponeses e militantes políticos.

Ainda no texto, o grupo denunciou que Lobo prega o "discurso do diálogo e da reconciliação", mas seu regime continua com "as mesmas posições da ditadura" de Micheletti, "incorporando os rostos visíveis do golpe de Estado".

Enquanto isso, Honduras "vive em uma aguda crise econômica, social e política, derivada dos inumeráveis atos de roubos e corrupção do regime golpista, que afeta os setores mais pobres".

Os ativistas enfatizaram ainda seu repúdio ao pleito que elegeu o atual chefe de Governo, que introduziu no país "uma ditadura para defender uma elite oligárquica, que impede transformações estruturais necessárias ao país", e advertiram sobre a necessidade de reestruturar todas as instâncias que pactuaram com os golpistas.

Em um trecho da carta, lido hoje à imprensa, a frente também pediu o retorno de Zelaya, atualmente exilado na República Dominicana, assim como a visita da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), para que esta "verifique as recorrentes e seletivas violações" registradas no país e "a falta de paz política".

Zelaya foi deposto em meio a uma crise política ocasionada pela sua intenção de convocar um referendo para alterar a Constituição do país. Assim que foi expulso do país, ele foi substituído por Micheletti, então presidente do Congresso, que permaneceu no posto até janeiro, quando Lobo assumiu o Executivo hondurenho.

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