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08/04/2010 - 13h42

Igrejas da Nova Zelândia e da Dinamarca investigarão casos de pedofilia

ANSA
SYDNEY E COPENHAGUE, 8 ABR (ANSA) - A Igreja Católica da Nova Zelândia e a da Dinamarca anunciaram hoje que estão tomando providências para investigar os casos de abuso sexual contra menores que envolvem membros do clero de ambos países.

Os religiosos neozelandeses informaram que colocaram o ex-delegado de polícia John Jamieson para investigar cinco novas denúncias de pedofilia que teriam ocorrido pelo menos 20 anos atrás.

O ex-agente explicou a uma rádio local que já examinou 35 outros episódios que vieram à tona nos últimos cinco anos, cujas vítimas não quiseram ir à polícia e forneceram informações à Igreja confidencialmente.

"Estes cinco casos são novos", disse Jamieson, citando suas investigações e acrescentando que alguns dos supostos pedófilos ainda estão vivos e na Nova Zelândia.

De acordo com ele, a Igreja o encarregou do inquérito desde o início para assegurar que as denúncias fossem tratadas de modo apropriado e que as pessoas interessadas ficassem satisfeitas com os procedimentos.

No último domingo, o arcebispo de Wellington, John Dew, admitiu em carta aos fieis que as acusações de pedofilia causaram uma crise na Igreja, pedindo desculpas pela "humilhação e embaraço".

Já a Igreja dinamarquesa decidiu facilitar o trabalho de investigação de um advogado, desvinculado de qualquer das partes, para esclarecer a amplitude dos casos de pedofilia e que, de agora em diante, denunciará todos os episódios de violação das leis passíveis de investigação policial.

As decisões foram tomadas após um encontro entre o bispo de Copenhague, Czeslaw Kozon, e o conselho governamental sobre infância.

O posicionamento modifica pronunciamentos anteriores da Igreja local, que afirmara, em um primeiro momento, não querer abrir qualquer inquérito; posteriormente, os religiosos asseguraram que fariam investigações próprias, pedindo informações às vítimas.

Estima-se que os casos de pedofilia entre religiosos dinamarqueses sejam 17 -- os últimos dois episódios foram divulgados no Domingo de Páscoa --, sendo que alguns deles datam de 100 anos atrás, enquanto outros se referem aos anos 1980.

Os católicos são minoria tanto na Dinamarca, com cerca de 37 mil fieis, quanto na Nova Zelândia, onde a comunidade equivale a 11,7% da população.

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