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08/04/2010 - 10h14

Porta-voz do Vaticano nega acusações contra o Papa em caso de pedofilia no México

ANSA
CIDADE DO VATICANO, 8 ABR (ANSA) - O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, refutou as denúncias do jornal alemão Stern, que acusou o papa Bento XVI de ter arquivado a investigação sobre pedofilia ligada ao religioso mexicano Marcial Maciel.

"É paradoxal e ridículo para pessoas informadas atribuir ao cardeal [Joseph] Ratzinger [nome de batismo do Pontífice] qualquer encobrimento", rebateu o representante da Santa Sé em entrevista a uma agência católica austríaca.

Maciel -- morto em 2008, aos 87 anos -- fundou a congregação Legionários de Cristo. Segundo denúncias, ele abusou sexualmente de seus próprios filhos ilegítimos e violentou "dezenas de seminaristas menores de idade".

Ontem, o Stern publicou uma reportagem afirmando que em 2006, quando Bento XVI já era papa, o Vaticano renunciou ao processo canônico contra o mexicano, após uma investigação de quase dez anos sobre abusos contra seminaristas. Maciel foi apenas suspenso do ministério sacerdotal e episcopal.

"Foi o próprio serviço de Ratzinger na chefia da Congregação para a Doutrina da Fé que fez avançar o procedimento contra o fundador dos Legionários de Cristo, Marcial Maciel Degollado", continuou Lombardi, lembrando que a investigação foi iniciada na época em que o Pontífice era prefeito do órgão.

Segundo o porta-voz do Vaticano, a pressão exercida pelo Papa foi o motivo pelo qual a culpa do mexicano foi "determinada com segurança".

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