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09/04/2010 - 09h39

Colômbia ratifica que não aceita ordens judiciais do Equador

ANSA
BOGOTÁ, 9 ABR (ANSA) - O governo da Colômbia reiterou que não reconhece "a jurisdição extraterritorial da Justiça equatoriana", referindo-se ao processo aberto por Quito contra o ex-ministro colombiano da Defesa Juan Manuel Santos e mais três membros das forças de segurança do país.

O grupo é investigado no Equador pela ação realizada em 1º de março de 2008 pelo Exército de Bogotá contra um acampamento da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) localizado na nação vizinha.

Santos, o ex-comandante das Forças Armadas colombianas Freddy Padilla, o diretor da Polícia, Oscar Naranjo, e o ex-chefe do Exército Mario Montoya são acusados de serem os autores intelectuais do bombardeio, que matou mais de 20 pessoas, entre elas um dos líderes das Farc na época, Raúl Reyes.

Em um comunicado, o governo do presidente Álvaro Uribe informou que "defenderá com todos os instrumentos que estiverem ao seu alcance" seus funcionários.

Recentemente o julgamento contra os colombianos foi anulado por um tribunal de Quito, mas o processo continua vigente.

Na mesma nota, Bogotá também destacou que o tema faz parte dos assuntos "sensíveis" que devem ser discutidos por uma comissão especial de ambos países, a qual tenta restabelecer as relações diplomáticas, rompidas após a incursão militar.

A comissão foi convocada no último mês de fevereiro por Uribe e pelo presidente equatoriano, Rafael Correa, dando continuidade aos trabalhos que vinham sendo realizados desde o fim do ano passado pelos Ministérios das Relações Exteriores dos dois países.

Em novembro, cada nação designou encarregados de negócio que assumiram as embaixadas em Bogotá e Quito.

No mesmo mês, houve a reativação da Comissão Binacional de Fronteira (Combifron), responsável por questões de segurança e cooperação referentes a áreas limítrofes e que estava inativa desde novembro de 2007. A partir de então, ministros de ambos governos mantiveram reuniões nos dois territórios.

O ex-titular colombiano da Defesa é o candidato governista às eleições presidenciais, marcadas para o próximo dia 30 de maio. Segundo pesquisas de intenção de voto, ele é o preferido pelos eleitores.

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