Governo e entidades esportivas italianas refutam ameaças da Al-Qaeda

ROMA, 9 ABR (ANSA) - Autoridades políticas e esportivas italianas comentaram as ameaças da rede terrorista Al-Qaeda, que sinalizou a intenção de fazer ataques contra as seleções de Itália, Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Alemanha na Copa do Mundo da África do Sul.

"O mundo não tolerará uma nova Munique, a paz que o espírito olímpico afirmou e impôs de novo violada e ensanguentada", declarou o chanceler Franco Frattini em sua página na rede social Facebook.

O episódio citado pelo ministro ocorreu na edição de 1972 dos jogos, quando terroristas palestinos sequestraram a delegação israelense, em uma ação que acabou resultando na morte de 20 pessoas.

"Não o tolerará a África, que procura neste Mundial de futebol uma confirmação de uma promessa de oportunidade e desenvolvimento. Não o tolerarão todos aqueles que, no mundo, olham o esporte como o campo da paz e da conciliação, e que batalham pela democracia e liberdade", apontou Frattini.

O ministro do Interior, Roberto Maroni, declarou que segue "com grande atenção" o caso. Segundo a porta-voz Isabella Votino, estão sendo recolhidas todas as informações úteis para verificar a importância das ameaças.

O presidente do Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni), Gianni Petrucci, assegurou confiar na Federação Internacional de Futebol (Fifa), que usará "certamente todos os instrumentos para uma atenta organização".

"A realidade é que quando há uma federação como a Fifa, que tem a responsabilidade de um grande evento como o Mundial, fico tranquilo", acrescentou.

Já o diretor da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Antonello Valentini, confirmou que o organismo foi avisado oficialmente por representantes do governo, e que "neste campo, de nós se ocupa o Ministério do Interior". "Não posso dizer mais do que isso", falou Valentini.

A ameaça contra as seleções foi divulgada em um comunicado da Aqmi, braço armado da Al-Qaeda no norte da África, e reportada pelo site da emissora norte-americana CBS. A ação seria uma resposta à "campanha de cruzada sionista contra o Islã".

Fontes da inteligência italiana -- que analisam o comunicado da rede terrorista -- ressaltaram que por enquanto não há qualquer ameaça específica contra a delegação do país que irá à Copa do Mundo, marcada para começar no dia 11 de junho.

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