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09/04/2010 - 18h05

Vaticano nega que Bento XVI tenha resistido a afastar padre da Califórnia

ANSA
CIDADE DO VATICANO, 9 ABR (ANSA) - O Vaticano repudiou hoje a notícia publicada pela imprensa norte-americana, de que o papa Bento XVI, quando era cardeal, teria encoberto o caso de um padre pedófilo denunciado no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, em 1985.

Segundo publicou hoje o jornal The Washington Post, o então cardeal Joseph Ratzinger, que na época comandava a Congregação para a Doutrina da Fé -- cargo que ocupou até ser eleito Pontífice --, expressou em uma correspondência a sua preocupação pelas consequências que a remoção do sacerdote Stephen Kiesle poderia ter "para o bem a Igreja universal".

"O então cardeal Joseph Raztinger não encobriu o caso, mas, como se evidencia claramente na carta, fez presente a necessidade de se estudar o caso com maior atenção, pelo bem de todos os envolvidos", disse à ANSA o padre Ciro Benedittini, vice-diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.

A carta, dirigida à diocese de Oakland, fazia parte de uma série de textos que discutiam a conduta do padre Kiesle, acusado de pedofilia e que deveria retornar ao seu status de leigo. O Vaticano confirmou que a assinatura presente no texto seria a de Ratzinger.

A nova acusação sobre o trabalho do Papa se soma aos recentes casos denunciados pela imprensa mundial. Em março, o The New York Times já havia questionado o papel de Bento XVI quando ele chefiava a Arquidiocese de Munique e Freising (1977-1982), na Alemanha.

Nas últimas semanas, o NYT também publicou que o então prefeito do dicastério teria decidido não punir o padre norte-americano Lawrence Murphy, acusado de ter molestado ao menos 200 crianças surdas. Ambas as acusações também foram refutadas pelo Vaticano.

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