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11/04/2010 - 14h30

Farc dizem que processo sobre vínculos com ETA e Venezuela é campanha contra Chávez

ANSA
BOGOTÁ, 11 ABR (ANSA) - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) criticaram o "ataque político e jurídico" de um juiz espanhol contra a Venezuela, em uma investigação sobre a suposta cooperação entre a guerrilha e o grupo separatista basco ETA.

"O inaudito ataque político e jurídico que o juiz espanhol Eloy Velasco lançou contra o governo da Venezuela é a continuação através de terceiros da guerra suja que o governo ultradireitista de Bogotá, seguindo ordens da Casa Branca, declarou, por razões ideológicas e geoestratégicas, contra a Revolução Bolivariana da Venezuela", disseram as Farc.

Velasco abriu um processo contra membros da guerrilha colombiana e do ETA, por suposta cooperação em planos contra autoridades do país sul-americano, entre elas o presidente Álvaro Uribe e o ex-mandatário Andrés Pastrana (1998-2002).

No caso, o governo de Hugo Chávez é apontado por eventual envolvimento com os guerrilheiros. As autoridades venezuelanas negam as acusações, as quais consideram "tendenciosas" e "infundadas".

"A aversão visceral de Uribe contra Chávez é a causa da montagem que pretende vincular este último com as Farc e a organização política e militar ETA, que luta pela autodeterminação de Euskal Herria [País Basco]", apontou a guerrilha em um comunicado divulgado pela Agência de Notícias Nova Colômbia (Anncol).

Caracas mantém as relações diplomáticas com Bogotá "congeladas" desde julho do ano passado, quando o presidente venezuelano foi acusado de contrabandear armas para as Farc. Recentemente, o governo de Chávez manifestou a intenção de se aproximar do Executivo colombiano apenas ao final do mandato de Uribe, em agosto.

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