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12/04/2010 - 15h35

Papa deverá anunciar outras iniciativas contra pedofilia, diz secretário de Estado

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 12 ABR (ANSA) - O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, revelou hoje à ANSA que o papa Bento XVI deverá "tomar outras iniciativas" em relação aos casos de pedofilia denunciados recentemente.

"Creio que o Papa ainda tomará outras iniciativas. Não posso antecipar, mas [ele] está pensando em outras iniciativas", declarou o cardeal ao ser consultado pela ANSA sobre o tema.

Bertone recordou ainda as iniciativas já tomadas pelo Pontífice, como o pedido de perdão "em uma carta à Irlanda [divulgada no mês de março, ndr.] e em vários discursos nos Estados Unidos e na Austrália", nos quais ele também expressou a "dor" e "solidariedade" às vítimas.

No Chile, onde realiza uma visita oficial, o chefe da diplomacia do Vaticano reiterou seu pedido às outras instituições, para que estas "tomem iniciativas concretas, de coração", em defesa da dignidade das crianças e das jovens mães.

Nas últimas semanas, após virem à tona episódios de abusos contra menores envolvendo religiosos em diversos países -- como Alemanha, Irlanda, Estados Unidos, França e Brasil, entre outros --, o próprio Bento XVI foi envolvido direta ou indiretamente nos casos.

Alguns veículos da imprensa questionaram o papel do Pontífice quando ele chefiava a Arquidiocese de Munique e Freising (1977-1982), na Alemanha, e posteriormente, quando era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (1981-2005).

Desde então, o Vaticano tem se posicionado em defesa de Joseph Ratzinger. Na manhã de hoje, a Santa Sé também divulgou em seu site uma explicação sobre os procedimentos canônicos que devem ser adotados pelos bispos em casos de denúncias de abusos sexuais contra menores.

Embora tal documento já existisse, o Vaticano decidiu torná-lo público, de forma simplificada. Em um dos pontos do documento, a Santa Sé recomenda que as denúncias de pedofilia na Igreja sejam reportadas às autoridades civis e esclarece que, em casos "verdadeiramente graves", só é necessário o aval do Pontífice para reduzir o religioso acusado ao estado laico.

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