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15/04/2010 - 10h54

(Amplia) Papa diz que penitência deve ser usada para confrontar 'ataques do mundo'

ANSA
CIDADE DO VATICANO, 15 ABR (ANSA) - O papa Bento XVI disse que a penitência deve ser usada para confrontar as críticas que pesam atualmente sobre a Igreja Católica, durante uma missa celebrada junto a membros da Comissão Pontifícia Bíblica.

"Agora, sob os ataques do mundo que nos falam dos nossos pecados, vemos que poder fazer penitência é graça. Vemos como a penitência é necessária, reconhecer aquilo que está errado na nossa vida", declarou o Pontífice.

"Abrir-se ao perdão, preparar-se para o perdão, deixar-se transformar. A dor da penitência, ou seja, da purificação e da transformação, esta dor é a graça, porque é renovação, é obra da Divina Misericórdia", acrescentou.

"Devo dizer que nós, cristãos, também nos últimos tempos, evitamos frequentemente a palavra penitência, que nos parece muito dura", apontou o chefe máximo da Igreja Católica.

As palavras de Bento XVI podem ser uma alusão aos casos de abuso sexual cometidos por membros do clero e que vem sendo divulgados em vários países do mundo, como Alemanha, Irlanda, Estados Unidos, México, Brasil, Itália, Canadá, Áustria, Holanda, França, Suíça, Noruega, África do Sul, Dinamarca, Nova Zelândia e Reino Unido.

A mensagem foi dita ao fim de um pronunciamento sobre o "primado" da obediência a Deus, que deu a Pedro -- conforme palavras ditas pelo apóstolo frente a corte legislativa e judicial dos judeus -- "a liberdade de se opor à suprema instituição religiosa".

Além disso, submete todos os homens a Seu julgamento, que, na perspectiva de vida eterna, não é entendido como um limite. mas como "a graça" de uma possibilidade de renovação.

Para o Pontífice, o "consenso da maioria" não pode substituir a obediência a Deus, sem a qual a liberdade do homem "é uma mentira", como demonstram as ditaduras do passado e a do conformismo, esta última mais "sutil".

"O homem não existe de si mesmo e para si mesmo; é uma mentira política e prática, porque a colaboração e a divisão da liberdade são necessárias, e se Deus não existe, se Deus não é uma instância acessível ao homem, permanece como suprema instância só o consenso da maioria", explicou.

"Depois o consenso da maioria se torna a última palavra à qual devemos obedecer e este consenso, sabemos pela história do século passado, pode ser também um consenso do mal", acrescentou Bento XVI, afirmando que "a autonomia não liberta o homem".

"As ditaduras foram sempre contra esta obediência a Deus", garantiu ele. "A ditadura nazista, assim como a marxista, não podem aceitar um Deus sobre o poder ideológico", complementou.

O Papa ressaltou ainda que atualmente não há mais ditaduras, mas que existem formas discretas como o conformismo, "pelo qual se torna obrigatório pensar como pensam todos". "A sutil agressão contra a Igreja, ou as nem tão sutis, demonstram como este conformismo pode ser uma verdadeira ditadura", apontou.

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