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15/04/2010 - 13h06

Bispos italianos defendem Papa e falam da atuação frente a denúncias de pedofilia

ANSA
CIDADE DO VATICANO, 15 ABR (ANSA) - O ex-presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI) Camillo Ruini e o secretário-geral da entidade, Mariano Crociata, defenderam o papa Bento XVI e falaram dos procedimentos adotados pelo clero do país face a denúncias de pedofilia.

Em entrevista ao jornal La Repubblica, o cardeal Ruini afirmou que a Igreja Católica está atravessando um período de provações, mas que esta não é a primeira vez que a instituição sofre.

"Há os pecados, objetivamente gravíssimos, de alguns sacerdotes e há uma vontade persistente de colocar no banco dos réus a Igreja inteira e especialmente o Papa: uma coisa profundamente injusta porque Bento XVI é exatamente o contrário daquilo que se quer fazer parecer", rebateu.

Relembrando que em 2005 o então cardeal Joseph Ratzinger havia falado da "sujeira" na instituição católica, Ruini comentou que "seria errado, hoje como naquela época, restringir às questões da sexualidade a necessidade de limpeza na Igreja".

Sobre o fato de que o Pontífice possa parecer "desconfortável", o ex-presidente da CEI fala de "um desconforto que qualquer Papa e todos os discípulos de Cristo, que querem ser fieis, devem confrontar".

"Frente a este incômodo, a tentação mais perigosa é a de assumir uma atitude renunciatória. Mas a similar tentação Bento XVI não deixa espaço", acrescentou.

O secretário-geral da CEI, Mariano Crociata, também defendeu o chefe de Estado do Vaticano, retomando a mensagem escrita por ele aos católicos da Irlanda, na qual pede desculpas e sugere medidas concretas para combater a pedofilia entre membros do clero daquele país.

"Seguimos as indicações gerais que o Papa deu na sua carta aos irlandeses e isto significa a máxima colaboração, que se exprime convidando as vítimas e os culpados a denunciar e não colocar nenhum obstáculo", comentou o bispo à imprensa, falando sobre o comportamento que os religiosos devem ter em relação às denúncias.

Nesta segunda-feira, o Vaticano publicou orientações sobre os procedimentos canônicos a serem adotados nestes casos, recomendando que as suspeitas sejam reportadas às autoridades civis.

Crociata lembrou, no entanto, que a Itália "é um dos países nos quais a lei civil não prevê a obrigação de denúncia da parte" dos bispos.

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