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15/04/2010 - 17h59

Represa de Belo Monte representa risco à vida de 30 mil pessoas, diz bispo

ANSA
ROMA, 15 ABR (ANSA) - Treze bispos brasileiros denunciaram hoje que a construção da represa de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), pode representar um risco às vidas de cerca de 30 mil pessoas que vivem na região amazônica.

O projeto foi aprovado pelo governo brasileiro e já possui Licença Prévia Ambiental, concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), desde fevereiro passado.

"Em julho do ano passado, me reuni com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que me assegurou que o projeto da represa só avançaria com vantagens para todos os interessados. Agora, porém, [o projeto] está ameaçando o destino de milhares de pessoas", declarou o bispo da Prelazia do Xingu, Erwin Krautler.

Recentemente, Krautler recebeu uma ameaça de morte devido à sua defesa das comunidades indígenas da região.

Na opinião do bispo de Xingu, a construção da represa ainda causará "um desvio do curso fluvial com a consequente perda de recursos para milhares de indígenas, que vivem principalmente da pesca".

Outro risco que decorrerá do projeto é a possível formação de um lago, "que inundará um terço da cidade de Altamira, onde atualmente vivem 20 mil pessoas".

O meio ambiente, contudo, não é a única preocupação dos religiosos. Segundo eles, Altamira também não está preparada para o aumento do fluxo de pessoas. "Haverá um caos social", explicou Krautler.

Já José Luis Azcona, bispo de Marajó, alertou para os riscos da prostituição e da exploração de menores. "Em cinco anos, segundo uma comissão da Assembleia Legislativa local, houve 100 mil denúncias de casos de pedofilia e exploração de menores, 117 apenas neste ano", declarou.

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