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15/04/2010 - 17h24

Vaticano se distancia de postura de cardeal colombiano sobre crime de pedofilia

ANSA
CIDADE DO VATICANO, 15 ABR (ANSA) - Uma carta datada de 2001, na qual o então prefeito da Congregação para o Clero agradece um religioso por seu "silêncio" perante um caso de pedofilia, fez com que o Vaticano reiterasse novamente a sua postura.

No texto, publicado hoje pelo site francês Golias.fr, o cardeal colombiano Darío Castrillón Hoyos cumprimentava o então bispo de Bayeux-Lisieux, Dom Pierre Pican, "por [ele] não ter denunciado um sacerdote [pedófilo] à administração civil".

"Você atuou bem", dizia Castrillón Hoyos. "Me alegra ter um irmão no episcopado que, frente aos olhos da história e dos demais bispos do mundo, preferiu enfrentar a prisão" a denunciar um padre acusado de pedofilia, continuava o religioso na correspondência, que teria sido escrita em 8 de setembro de 2001.

Pierre Pican foi condenado a três meses de prisão por ter encoberto o padre René Bissey que, por sua vez, foi condenado a 18 anos por abusar sexualmente de pelo menos nove meninos.

"Esta carta não representa de nenhum modo a linha adotada pela Santa Sé, ao contrário, mostrava quão necessário era unificar sob as competências da Congregação para a Doutrina da Fé um exame rigoroso e unitário dos casos de abusos sexuais", esclareceu hoje o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, ao ser questionado pela imprensa sobre o tema.

Lombardi recordou ainda que a unificação das investigações da Igreja também "ocorreu em 2001, com o Motu Proprio, no qual estava contido o documento sobre os delicta graviora [crimes graves que sacerdotes poderiam cometer]".

Nos últimos dias, o Vaticano tem reiterado publicamente a sua posição em relação aos crimes de pedofilia. Desde que as denúncias contra membros das entidades eclesiásticas vieram à tona, principalmente no início deste ano, a atuação da Santa Sé tem gerado debates públicos.

Na última segunda-feira, por exemplo, o Vaticano divulgou as diretrizes dos procedimentos canônicos que devem ser adotados nos casos de abusos sexuais contra menores. As instruções, publicadas no site da Santa Sé, resumiam os processos operativos já definidos em um regulamento interno da Congregação para a Doutrina da Fé.

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