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18/04/2010 - 14h44

Antes de deixar Malta, Papa se reúne com jovens no cais da capital

ANSA
VALLETTA, 18 ABR (ANSA) - O papa Bento XVI, ao reunir-se com mais de 40 mil jovens no cais do porto da capital maltesa, Valletta, pediu que aos mais novos que tratem "de forma especial" todos os que passam por dificuldades, incluindo os enfermos e os imigrantes.

"Como cristãos, somos chamados a manifestar o amor de Deus que compreende tudo. Devemos, assim, socorrer os pobres, os doentes, os marginalizados", afirmou o Pontífice no encontro, que é a última atividade de sua viagem apostólica a Malta, país localizado no centro do Mediterrâneo.

"Devemos tratar de forma especial os que estão em dificuldade, que sofrem da depressão ou da ânsia, os que são deficientes e fazer o possível para promover a dignidade e a qualidade de vida", continuou.

"Devemos prestar atenção às necessidades dos imigrantes e daqueles que pedem asilo em nossas terras e devemos estender as mãos com amizade aos crentes e aos não-crentes", completou Bento XVI, que foi recebido calorosamente por milhares de adolescentes, que entoavam coros e balançavam bandeiras nas cores branca e amarela, que simbolizam o Vaticano.

O Papa chegou ao porto da capital proveniente de Kalkara. Ainda na embarcação, que também transportava um grupo de dez jovens, ele sorria, aparentemente feliz.

Antes, o Pontífice -- que pela manhã celebrou uma missa na Praça dos Celeiros, em Floriana -- se reuniu com vítimas de abusos sexuais cometidos por religiosos nesse país nos anos 80. Segundo um dos participantes do encontro, Lawrence Grech, Bento XVI ficou emocionado e "chorou".

O Vaticano, por sua vez, informou que o religioso expressou às vítimas "consternação" diante dos episódios e "sua vergonha e dor".

O Santo Padre orou "com eles e lhes garantiu que a Igreja está e continuará fazendo tudo o que estiver ao seu alcance para investigar as acusações e entregar à Justiça os responsáveis pelos abusos", apontou um comunicado da Santa Sé.

No fim da tarde será oferecida uma cerimônia de despedida ao líder da Igreja Católica, encerrando a sua primeira viagem internacional de 2010. Iniciada no sábado, a visita à nação ocorre durante as celebrações do 1950º aniversário do naufrágio de São Paulo.

Durante sua estadia, entre outros temas, o Pontífice abordou principalmente a questão da imigração, um dos assuntos marcantes do arquipélago que se situa próximo ao norte da África, recebendo um grande número de imigrantes clandestinos, que tentam chegar à Europa.

Contudo, o ápice da visita foi a conversa com as vítimas dos padres pedófilos, que atuaram em um orfanato católico da localidade de Santa Venera, na década de 1980.

O encontro privativo, na Nunciatura Apostólica em Rabat, onde o Papa estava hospedado, não estava programado e ocorre em meio a uma das mais graves crises da Igreja, que tem sido questionada por ter encoberto, no passado, casos de pedofilia. Recentemente, pessoas de diversos países apresentaram denúncias contra padres e sacerdotes.

A chegada do Pontífice a Roma está prevista para as 20h45 locais [15h45, no horário de Brasília].

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