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19/04/2010 - 16h04

Bispo mexicano questiona eficácia da 'guerra' de Calderón contra o narcotráfico

ANSA
CIDADE DO MÉXICO, 19 ABR (ANSA) - O bispo da diocese da cidade mexicana Ecatepec, Onésimo Cepeda, questionou hoje a política do presidente Felipe Calderón, lamentando as mortes decorrentes da guerra travada contra o narcotráfico.

"A guerra de Felipe Calderón", anunciada em dezembro de 2006 -- quando assumiu o Executivo -- contra os grupos de narcotraficantes, "tem custado muito para a sociedade, mas, sobretudo, tem sido muito dolorosa", afirmou o bispo, ao comentar os recentes dados divulgados pelo governo, de que 2.270 civis mortos foram "efeitos colaterais".

"Toda guerra que se conhece tem como dano colateral" a morte de inocentes, continuou Cespeda, que opinou que, depois do início de uma luta, já não se "pode mais parar, pois isso daria mais força ao mal".

Os confrontos entre as tropas federais e os grupos de narcotraficantes deixaram pelo menos 22.700 mortos, segundo dados oficiais divulgados pela imprensa na última semana.

Deste total, Calderón afirma que 20.430 (90%) teriam vínculos com criminosos. A oposição, por sua vez, questiona tal cifra e pede que os documentos que comprovam a ligação das vítimas aos cartéis de drogas sejam divulgados.

Segundo o governo, 2.270 das vítimas fatais eram civis, de ambos os gêneros, de todas as idades e foram mortas por erros. Ainda assim o número seria baixo, já que no mesmo período foram detidos 121.199 traficantes, que atuavam nos principais cartéis de drogas do país, ainda de acordo com informes oficiais.

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