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22/04/2010 - 19h20

Em meio a discussões, partido de Berlusconi assina documento de respaldo ao premier

ANSA
ROMA, 22 ABR (ANSA) - As discussões entre o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, e o presidente da Câmara dos Deputados do país, Gianfranco Fini, um de seus aliados, foi o centro de uma reunião realizada hoje entre membros do governista Povo da Liberdade (PDL).

Fini, ex-líder da Aliança Nacional, fundou em 2009 o PDL junto a Berlusconi, que era presidente do Forza Italia, e atualmente lidera a nova agremiação, que completou seu primeiro ano no mês passado.

Nas últimas semanas, contudo, o parlamentar denunciou a falta de iniciativa política de seu partido, assim como a escassa democracia interna, o que deu início a uma tensão com Berlusconi.

Os debates foram intensificados na terça-feira passada, quando foi criada uma corrente minoritária no PDL partidária do presidente da Câmara e que não foi bem aceita pelo chefe de Governo do país.

Hoje, Fini deu início ao debate defendendo sua posição, de que "não é traição dizer que algumas coisas podem ser feitas melhor". Ao mesmo tempo, ele reivindicou sua "lealdade" ao PDL e enfatizou que nunca colocou em dúvida a liderança de Berlusconi.

"Estamos em uma jornada que muda a dinâmica do PDL", continuou Fini, que ratificou suas denúncias contra o que classificou como uma atitude "pueril", referindo-se aos que tentam ocultar as questões políticas dos debates da agremiação.

Por sua vez, Berlusconi considerou que a formação de "correntes negam a natureza do partido", fazendo alusão às ações de Fini. O premier apresentou ainda um documento, no qual disse que "uma vez que uma decisão é tomada por órgãos democráticos", "todos devem adaptar-se".

O texto, posto à votação, recebeu o respaldo da maioria presente. Dos 172 membros da diretiva do PDL, apenas 11 votaram contra e um se absteve.

Ainda no evento desta quinta-feira, Berlusconi disse que se Fini quer assumir a liderança de parte do partido "deveria renunciar" à presidência da Câmara "para fazer política". "Por quê? Do contrário, me tirariam?", questionou o titular dos Deputados, por sua vez.

Para analistas, tal discussão poderia refletir a ruptura política do PDL. A decisão do primeiro-ministro de submeter um documento à análise dos membros da agrupação também poderia ser utilizada para uma eventual expulsão de Fini. Segundo fontes locais, após a reunião, Berlusconi teria dito a um dos homens mais próximos de seu governo que agora teria "instrumentos para tirá-lo".

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