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22/04/2010 - 10h02

Equador oferece US$ 2,5 milhões aos EUA por adesão ao Protocolo de Kyoto

ANSA
COCHABAMBA, 22 ABR (ANSA) - A ministra equatoriana de Coordenação de Patrimônio, María Fernanda Espinosa, ofereceu US$ 2,5 milhões aos Estados Unidos para que o país assine o Protocolo de Kyoto.

"O Equador, o presidente do Equador [Rafael Correa, ndr.] e o povo equatoriano disseram, com toda a seriedade, que oferecem US$ 2,5 milhões para os Estados Unidos firmarem o Protoloco de Kyoto", declarou Espinosa.

Durante a Conferência Mundial dos Povos sobre as Mudanças Climáticas e os Direitos da Mãe Terra, que está sendo realizada na Bolívia, a ministra destacou que a oferta foi feita "seriamente".

"Se os Estados Unidos firmarem o Protocolo de Kyoto, nós daremos US$ 2,5 milhões em cooperação ao país para ajudá-lo em seu processo de reconversão tecnológica", explicou.

De acordo com a imprensa equatoriana, a proposta seria uma resposta à decisão de Washington de suspender um auxílio financeiro do mesmo valor a Quito, após o país sul-americano ter se negado a assinar o Acordo de Copenhague, formulado em dezembro do ano passado.

O documento foi apresentado ao fim da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 15), realizada na capital dinamarquesa, com o objetivo de chegar a um tratado que substituísse o Protocolo de Kyoto, o qual expira em 2012, e determinar novas medidas para evitar o aquecimento global.

A reunião, no entanto, terminou sem que os países participantes chegassem a um consenso sobre as metas para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa.

Algumas nações, como Bolívia e Equador, se opuseram ao Acordo de Copenhague por acreditarem que ele é insuficiente. Além disso, exigem, assim como parte da comunidade internacional, que os EUA adotem medidas concretas para diminuir suas emissões, entre as maiores do mundo.

A Conferência Mundial dos Povos sobre as Mudanças Climáticas e os Direitos da Mãe Terra foi convocada pelo presidente boliviano, Evo Morales, devido ao fracasso da COP 15.

O evento, iniciado na segunda-feira e previsto para terminar hoje, teve em sua pauta de discussões assuntos relacionados a migração, refugiados, redução das emissões de gás carbônico e a criação de um Tribunal de Justiça Climática.

Um dos principais objetivos de Morales é que os países da região latino-americana consigam definir uma posição comum para a próxima Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança Climática, que ocorrerá no México, em dezembro.

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