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24/04/2010 - 14h27

Argentinos farão protesto contra fábrica no Uruguai neste domingo

ANSA
BUENOS AIRES, 24 ABR (ANSA) - Ambientalistas argentinos farão uma marcha amanhã em protesto contra a fábrica de pasta de celulose UPM, ex-Botnia, instalada na localidade uruguaia de Fray Bentos, quatro dias após o veredicto da Corte Internacional de Justiça sobre o caso.

Esta será a sexta passeata pela ponte internacional General San Martín -- bloqueada pelos manifestantes desde novembro de 2006 -- convocada pela Assembleia Cidadã Ambiental da cidade de Gualeguaychú. Os organizadores esperam reunir "pelo menos 80 mil pessoas".

O ato incluirá uma oração ecumênica realizada ainda do lado argentino pelo bispo do município, Jorge Lozano, com a presença de representantes de outras religiões. Começará então a marcha até a ponte, onde ocorrerá um pronunciamento e serão entoados os hinos nacionais dos dois países.

O caso envolvendo a indústria instalada na margem do Rio Uruguai, na fronteira bilateral, gerou uma das maiores crises diplomáticas entre as nações vizinhas. A disputa foi parar no tribunal de Haia, ao qual a Argentina encaminhou um processo em 2006.

Em sentença inapelável emitida na última terça-feira, os magistrados aceitaram o argumento do governo de Cristina Kirchner de que o Uruguai violou o Tratado do Rio Uruguai ao autorizar a instalação da fábrica unilateralmente. No entanto, decidiram por sua continuidade, pois concluíram que o empreendimento não polui a região como alega a Argentina.

Com o objetivo de evitar incidentes, o governo uruguaio organizou um dispositivo especial de segurança para este fim de semana.

De acordo com a imprensa local, o ministro do Interior de José Mujica, Eduardo Bonomi, deu instruções às autoridades policiais para que os moradores de Gualeguaychú entrem sem qualquer restrição no território do país, mas não se aproximem de zonas onde pode haver conflitos.

O protesto dos ambientalistas argentinos coincidirá com outra convocação de cidadãos uruguaios que se sentem prejudicados pelo bloqueio da ponte. Eles também se reunirão neste domingo.

Na próxima quarta-feira, os presidentes José Mujica e Cristina Kirchner manterão um encontro em Buenos Aires para discutir a sentença da Corte Internacional de Justiça e os próximos passos a serem tomados a fim de recuperar os laços bilaterais.

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