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24/04/2010 - 13h38

Porta-voz do Vaticano diz que pedofilia deve ser tratada com rigor e sem hipocrisia

ANSA
CIDADE DO VATICANO, 24 ABR (ANSA) - O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, afirmou que os escândalos de pedofilia relacionados à Igreja Católica em diversos países devem ser tratados com rigor e sem hipocrisia.

"Este é um tempo de verdade, de transparência e de credibilidade. O segredo e a reserva não são valores que vão para o melhor. É preciso estar em condições de não ter nada a esconder", falou ele.

Em um discurso no encontro "Testemunhas digitais. Rostos e linguagens na era da mídia", promovido pela Conferência Episcopal Italiana (CEI), o religioso assegurou que "o preço que estamos pagando diz que nosso testemunho deve ir na linha do rigor e da recusa de qualquer hipocrisia".

"Devemos levar alegria, lealdade e verdade. Devemos ser testemunhas críveis daquilo que dizemos e fazemos, para que se entenda que dentro de qualquer palavra há nossa mente e nosso coração", acrescentou.

"A situação que vivemos é extremamente exigente e nos pede sermos absolutamente precisos e confiáveis", declarou Lombardi, afirmando que é necessário "tentar colocar-se no ponto de vista do outro, compreender suas perguntas e a mentalidade, para fazer um caminho juntos".

O porta-voz da Santa Sé relatou que os últimos meses foram difíceis para ele, e que "respostas evidentes, claras e simples, não o são para quem vem de premissas e expectativas diferentes".

"É necessário dialogar sinceramente com todos os homens de boa vontade que ainda não conhecem Cristo e que talvez estão à procura", completou.

Mais cedo, em um texto publicado no site da Rádio Vaticana, Lombardi lembrara da reunião mantida entre o papa Bento XVI e oito vítimas de abuso sexual da parte de religiosos católicos durante sua viagem a Malta, no final de semana passado.

Ele comentou que o evento "encontrou seu significado de esperança no contexto do encontro do Papa com uma Igreja viva e no caminho, capaz de reconhecer suas feridas com sinceridade, mas também de obter a graça do renascimento".

"O modo com o qual alguns participantes falaram, tocou em profundidade inúmeras pessoas: um grande peso foi removido de seus corações, a cura estava sendo iniciada, a confiança e a esperança renasciam", explicou.

E o Papa, recordou o porta-voz, comentou na audiência geral da quarta-feira a "divisão do sofrimento" e sua "comoção" durante o encontro -- que foi "paradoxalmente" o momento mais midiático da viagem, apesar de ter ocorrido de forma privada e em oração.

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