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25/04/2010 - 09h09

Papa saúda quem combate abusos e diz que sacerdotes devem ter "ascetismo severo"

ANSA
CIDADE DO VATICANO, 25 ABR (ANSA) - Na celebração do Regina Coeli desta manhã, o papa Bento XVI saudou as pessoas que se "dedicam à prevenção e à educação" no combate à pedofilia, mencionando os "muitos sacerdotes, freiras, catequistas" que trabalham com menores.

O Pontífice lembrou a 14ª Jornada Nacional das Crianças Vítimas de Violência, Exploração e Indiferença, que começa hoje e vai até o próximo domingo. Ele saudou a organizadora do evento, a Associação Meter -- entidade reconhecida por seus serviços junto à infância e vinculada à Igreja.

Bento XVI também dirigiu uma saudação aos pais, aos professores e a todos que "trabalham com as crianças nas paróquias, escolas e nas associações".

Na sexta-feira, o presidente italiano, Giorgio Napolitano, havia mandado uma mensagem de apoio à jornada, assinalando que ela recorda "o valor universal da intangibilidade dos menores e o imperativo ético de sua plena tutela no percurso do crescimento físico, psicológico e intelectual".

Ainda na celebração de hoje, o Pontífice chamou os sacerdotes -- que se veem em meio a várias denúncias de pedofilia em relação ao clero surgidas em diversos países recentemente -- a aderir "à própria vocação e missão mediante um ascetismo severo".

"Neste dia especial de oração pelas vocações, exorto em particular os ministros ordenados, a fim de que, estimulados pelo Ano Sacerdotal, se sintam compromissados 'por um mais' forte e incisivo testemunho evangélico no mundo de hoje", explicou Bento XVI.

O Papa se referiu ao 47° Dia Mundial de Oração pelas Vocações Sacerdotais e Religiosas, comemorado neste domingo com o tema "O testemunho suscita vocações". Ele afirmou que a oração é a "primeira forma de testemunho que suscita a vocação", e disse esperar que os pais "rezem para que o coração dos filhos se abra à escuta do Bom Pastor".

"Sem incertezas, acredito e afirmo que pela sua reza Deus me concedeu a intenção de não apresentar, não querer, não pensar e não amar nada que a realização da verdade", disse, citando palavras de Santa Mônica, que orou para que seu filho Santo Agostinho se tornasse cristão.

Bento XVI também desejou que os religiosos lembrem que o sacerdote "continua a obra da Redenção na terra"; saibam permanecer voluntariamente em frente ao tabernáculo; se tornem disponíveis à escuta e ao perdão; formem cristianamante o povo a eles confiado; e cultivem com cuidado a "fraternidade sacerdotal".

O Papa os aconselhou a seguirem o exemplo dos beatos proclamados hoje, o carmelitano italiano Angelo Paoli (1642-1720), chamado "Pai dos Pobres" e que dedicou sua vida à Eucaristia e à Caridade; e José Tous y Soler (1811-1871), fundador do Instituto das Irmãs Capuchinhas da Mãe do Divino Pastor.

Ao final do Regina Coeli, celebrado na Praça de São Pedro, Bento XVI agradeceu a "todos os presentes e àqueles que com a oração e o afeto apoiam o meu ministério como sucessor de Pedro" -- seis dias após o aniversário de cinco anos do seu Pontificado.

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