UOL Notícias Notícias
 

27/04/2010 - 10h18

Justiça italiana libera corpo de travesti brasileiro Brenda

ANSA
ROMA, 27 ABR (ANSA) - A Procuradoria de Roma autorizou hoje o enterro do transexual brasileiro Brenda, possivelmente assassinado no dia 20 de novembro do ano passado, na Itália, após seu nome aparecer em um escândalo sexual envolvendo um político da região do Lazio.

De acordo com os advogados da família da vítima, o funeral deve ocorrer no Brasil e espera-se que a prefeitura de Roma pague as despesas.

O corpo do brasileiro foi encontrado carbonizado em seu apartamento, semanas depois da descoberta de um vídeo em que o então governador do Lazio, Piero Marrazzo, aparecia na companhia de alguns travestis, entre eles Brenda.

O caso veio à tona com a prisão de quatro policiais que tentavam extorquir Marrazzo com as gravações. O político, que admitiu ter saído com Brenda em duas ocasiões, renunciou ao cargo logo em seguida.

Brenda foi ouvido pela Justiça italiana como testemunha. Além do transexual, o suposto traficante de drogas Gianguarino Cafasso, que também estava envolvido no caso, foi encontrado morto em setembro.

O caso do brasileiro fez o procurador-adjunto Giancarlo Capaldo ordenar a abertura de inquérito sob a hipótese de homicídio voluntário.

"Dos elementos e circunstância que foram coletados, podemos dizer que Brenda, certamente, incomodava alguém", contou o advogado da família do travesti, Nicodemo Gentile.

Segundo ele, "a agressão sofrida [pelo transexual, ndr.] dez dias antes de morrer, quando roubaram seu celular e cortaram seu braço direito, demonstra que houve uma ação violenta em relação à história que culminou com sua morte, cada vez mais nebulosa".

"Não temos ainda dados precisos da morte. Os médicos legistas estão trabalhando para tentar datar os ferimentos", explicou o advogado, acrescentando que os resultados dos exames, realizados por especialistas contratados pela família, serão anexados ao inquérito.

A mãe de Brenda pediu em diversas ocasiões que os restos mortais fossem liberados para o enterro. "Quero dar uma sepultura digna para meu filho. Há três meses seu corpo está em uma câmara fria como se fosse um sorvete. Ao contrário, é um ser humano", reclamou Azenete Mendes Paes meses atrás.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,40
    3,181
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    2,01
    70.011,25
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host