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27/04/2010 - 16h53

Piñera diz que fase emergencial passou, mas pede ajuda à população

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 27 ABR (ANSA) - O presidente do Chile, Sebastián Piñera, afirmou hoje que a etapa emergencial consequente do terremoto de 27 de fevereiro já foi superada, ao mesmo tempo em que reiterou que ainda é necessário "um sentido de urgência".

Dois meses após o abalo sísmico de 8,8 graus na escala Richter que devastou as regiões industriais do país, o mandatário destacou que "o plano de reconstrução já está em andamento", enfatizando que atualmente "não há espaço" para as "as coisas mal" feitas.

"Precisamos de um sentido de urgência (...), necessitamos de participação cidadã, porque esta não é apenas uma tarefa do governo, é uma tarefa de todos os chilenos. Precisamos de eficiência e aqui não há espaço para coisas mal" feitas, enfatizou.

Piñera -- que assumiu o governo em 11 de março e foi surpreendido pelo abalo sísmico que mudou todo o seu programa -- voltou a falar que o país registrou cerca de US$ 30 bilhões em prejuízos, ou seja, 17% do Produto Interno Bruto (PIB).

Sobre o plano de ajuda às vítimas, o mandatário confirmou que as 40 mil habitações prometidas serão entregues até o mês de junho, respondendo, assim, às críticas e aos pedidos dos prefeitos, que esperam que o prazo seja limitado a maio.

Ele informou também que 23.486 famílias estão instaladas em casas emergenciais, o que constitui 60% das solicitações. Há ainda 100 mil famílias em hotéis ou em casas de familiares.

Na área da saúde, o presidente indicou que foram entregues 1,4 milhão de doses da vacina contra a gripe A (H1N1) às zonas afetadas e 11 mil crianças já foram vacinadas contra a hepatite.

Na educação, Piñera reiterou que as aulas foram retomadas, mas esclareceu que apenas para a reconstrução dos colégios municipais serão necessários US$ 29 milhões. Sobre as obras públicas, ele garantiu que 191 das 200 pontes afetadas foram reparadas.

Para possibilitar a reconstrução da área destruída, o Executivo chileno lançou uma série de medidas de contenção de custos de seus ministérios, um projeto de lei que viabiliza as doações de pessoas e entidades, além de novos impostos.

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