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27/04/2010 - 14h13

Sínodo dos bispos para o Oriente Médio discutirá abertura religiosa entre católicos e Islã

ANSA
CIDADE DO VATICANO, 27 ABR (ANSA) - A Assembleia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos discutirá a necessidade de aumentar a abertura recíproca do diálogo entre católicos e o Islã e dar plena liberdade religiosa aos cristãos na região.

De acordo com a agência católica AsiaNews, os itens foram reportados por vários especialistas que trabalham no "Instrumentum laboris", documento que será discutido durante o evento, marcado para os dias 10 a 24 de outubro.

No texto em preparação, o diálogo entre as duas religiões mostra-se como uma das temáticas mais importantes, com a necessidade de amizade e ao mesmo tempo clareza, além da liberdade de poder anunciar o Evangelho nos países islâmicos, associada à dos muçulmanos de pregarem sua fé.

O "Instrumentum laboris" é obtido através da integração entre os "Lineamenta" -- primeiro passo de uma consulta mundial, na qual as Igrejas participam com o envio de sugestões e pareceres -- e as respostas provenientes dos diversos países.

A publicação do documento será feita em ocasião da visita do papa Bento XVI ao Chipre, nos dias 4, 5 e 6 de junho.

Ao contrário do que ocorreu com a Segunda Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos, realizada em outubro de 2009, o evento que reunirá os prelados do Oriente Médio está tendo uma preparação mais rápida.

Isso se deve à urgência do evento, já que os trabalhos tiveram início depois da viagem do Pontífice à Terra Santa em maio do ano passado, e os "Lineamenta" foram publicados em 19 de janeiro.

Segundo os especialistas, as respostas reunidas para o "Instrumentum laboris" foram muito numerosas (pelo menos 200 páginas). Boa parte das sugestões vieram do Iraque, Egito e Síria.

Os textos provenientes de Israel e Palestina estavam entre os de particular interesse, pois se referem ao relacionamento com o Judaísmo. As igrejas seriam "árabes demais" e vivem muito pouco o testemunho do mundo hebraico. Alguns assinalaram o valor da redescoberta das raízes judaicas da fé cristã.

O documento em preparação propõe novamente a visão de Bento XVI e do Vaticano de "dois povos, dois Estados" para Israel e Palestina, a fim de que possam viver na segurança e na paz no interior de seus limites, eliminando a violência como modo de resolver as disputas.

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