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28/04/2010 - 18h35

Argentina e Uruguai reiteram compromisso com decisão de Haia

ANSA
BUENOS AIRES, 28 ABR (ANSA) - Os presidentes de Argentina, Cristina Kirchner, e Uruguai, José Mujica, enfatizaram hoje a vontade política de respeitar a decisão da Corte Internacional de Justiça, em Haia, canalizando a relação entre as duas nações.

"Quero remarcar a vontade política de respeitar a sentença", afirmou a chefe de Estado argentina, segundo informou a agência Télam, após a reunião mantida esta tarde com Mujica na residência de Olivos, a cerca de 20 quilômetros de Buenos Aires.

O encontro foi agendado pelos governos dos dois países logo depois do anúncio da decisão de Haia sobre o processo apresentado por Buenos Aires contra Montevidéu em 2006, contra a instalação de uma fábrica de pasta de celulose do lado uruguaio da fronteira. A ação ocasionou uma das mais graves crises nas relações bilaterais.

No último dia 20, os juízes se pronunciaram em favor da petição argentina ratificando que o Uruguai desrespeitou o Tratado do Rio Uruguai, firmado com o país vizinho, ao permitir a construção da companhia, de origem finlandesa, de forma unilateral.

Contudo, os magistrados informaram que a indústria -- atualmente da UPM e que antes era do grupo Botnia -- não polui o rio, como alegam ambientalistas argentinos, que bloqueiam há anos a ponte binacional que liga a cidade argentina Gualeguaychú à uruguaia Fray Bentos.

Por sua vez, Mujica afirmou que todo o episódio "foi muito custoso e doloroso" e também disse que respeitará o resultado da corte internacional. "Este problema parte de um problema que terão todas as sociedades da terra: que o homem possa trabalhar sem agredir o meio ambiente", esclareceu.

Para ele, "não pode se deixar que um problema como este nos ofusque ou nos impeça de termos uma agenda".

Antes do encontro, especulava-se que a Argentina iria pedir que o Uruguai se desculpasse pelo ocorrido. Já os uruguaios esperavam que, depois da reunião, os ativistas desbloqueassem a passagem de Gualeguaychú.

No início do mês, também em Buenos Aires, o mandatário uruguaio se reuniu com sua homóloga argentina de forma inesperada. Na ocasião, os dois haviam dito que acatariam a decisão do tribunal.

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