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28/04/2010 - 16h11

Estado de Exceção no Paraguai visa diminuir crimes internacionais, diz procurador

ANSA
Por VITOR LOUREIRO SION

SÃO PAULO, 28 ABR (ANSA) - O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, pediu a declaração do Estado de Exceção para diminuir a quantidade de crimes internacionais cometidos no país, como na região fronteiriça com o Brasil, disse o procurador Jorge Kronawetter em entrevista à ANSA.

"A intenção do governo paraguaio é, não só combater o Exército Popular Paraguaio (EPP), mas também os delitos decorrentes de outras nações, como o próprio Brasil", analisou Kronawetter, que atua no departamento de San Pedro, um dos cinco que está sob Estado de Exceção.

Na semana passada, Lugo justificou essa medida apenas como combate ao EPP, em resposta a quatro mortes das quais o grupo é acusado.

De acordo com o procurador, o fato de departamentos localizados na fronteira com o Brasil terem sido afetados pela decisão não é uma coincidência e faz parte das ações do Paraguai para "diminuir o crime internacional".

O Estado de Exceção foi decretado em Presidente Hayes, San Pedro, Alto Paraguai, Amambay, Concepción, estes três últimos na divisa com o território brasileiro.

"Assim, o governo intensificou o controle que era feito normalmente, de forma rotineira, e ainda pode contar com a presença das forças militares em pontos fixos", indicou Kronawetter.

Atualmente, Brasília e Assunção já realizam ações conjuntas de combate ao narcotráfico, por meio da Polícia Federal e da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), do Paraguai.

Na última segunda-feira, os brasileiros Eduardo da Silva e Marcos Cordeiro Pereira foram detidos em Amambay, cidade fronteiriça a Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, acusados de participar de um atentado contra o senador Robert Acevedo, que ficou gravemente ferido. Além disso, o ataque ainda deixou dois mortos.

A polícia paraguaia ainda acredita que ambos façam parte do grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC). Por isso, aumentaram as suspeitas de uma possível ligação entre narcotraficantes dos dois países.

Para Kronawetter, a relação entre criminosos dos dois países de fato ocorre, pois "é comum que a gente prenda pessoas que tenham antecedentes na Justiça brasileira e vice-versa".

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