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28/04/2010 - 10h23

Paraguai acredita em ligação das Farc com o EPP

ANSA
ASSUNÇÃO, 28 ABR (ANSA) - A procuradora paraguaia Sandra Quiñonez disse esperar que a Justiça de seu país emita uma ordem de prisão internacional contra dois líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que poderiam ter ligação com o Exército do Povo Paraguaio (EPP).

"Há provas de vínculos do EPP com as Farc", informou Quiñonez, explicando que foram encontrados indícios desta relação no computador de Raúl Reyes, ex-número dois da guerrilha colombiana, morto em março de 2008 no Equador.

A ordem de prisão seria contra Rodrigo Granda e Orlay Jurado Palomino, que, segundo a procuradora, teriam enviado membros das Farc para o Paraguai a fim de cometer alguns crimes.

Ela também não descartou uma possível contribuição das Farc no atentado cometido na última segunda-feira contra o senador Robert Acevedo na cidade de Pedro Juan Caballero, capital do departamento (estado) de Amambay, na fronteira com o Brasil.

O carro de Acevedo foi interceptado por homens que atiraram mais de 40 vezes contra o automóvel. Segundo informações locais, dois brasileiros foram presos sob acusação de terem realizado o ataque, no qual morreram o motorista Floriano Alonso e o policial Richard Martinez, que protegiam o parlamentar.

Citado pelo jornal argentino Clarín, o senador contou acreditar que a ação tenha sido financiada por uma rede de narcotráfico brasileira-paraguaia, a qual "ordenou e pagou" pela sua morte.

Para o presidente do Congresso do Paraguai, Miguel Carrizosa, "não se pode descartar" os laços entre esta rede e as Farc.

Na última sexta-feira, a Câmara de Deputados do país aprovou o projeto de lei que declara Estado de Exceção em cinco departamentos por 30 dias, para que militares possam participar de ações de combate ao EPP.

A utilização de militares nas ações é uma resposta aos quatro assassinatos que teriam sido realizados por esse grupo armado na semana passada.

Os estados sob efeito da medida são Concepción, Alto Paraguai, Presidente Hayes, San Pedro e Amambay. Cerca de três mil policiais e militares foram enviados a estes locais para rastrear possíveis refúgios de células do EPP.

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