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05/05/2010 - 18h22

Após advertência da Unasul, Lobo confirma presença em cúpula da União Europeia

ANSA
TEGUGICALPA, 5 MAI (ANSA) - O presidente de Honduras, Porfirio Lobo, confirmou hoje sua participação na Cúpula União Europeia-América Latina e Caribe, mesmo com a advertência lançada na terça-feira pela União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

A presença do hondurenho no encontro não é aceita por vários governos da região, que não reconhecem sua legitimidade como presidente, já que ele foi eleito sob um regime de facto.

Ontem, o presidente do Equador, Rafael Correa, na condição de líder da Unasul, afirmou que os países do bloco não iriam ao evento na Espanha, marcado para os próximos dias 17 e 18, caso a UE confirme o convite ao hondurenho. "Não se pode agir como se nada tivesse ocorrido", advertiu Correa.

Hoje, o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, reiterou que "os membros da Unasul consideram que o governo de Honduras não é reconhecido como legítimo pelo sistema interamericano".

Por sua vez, em um comunicado, a Chancelaria hondurenha explicou que, "ao existir um convite formal por parte do governo espanhol, o presidente Porfirio Lobo Sosa aceitou e está muito honrado em assistir com sua comitiva aos diversos eventos que serão celebrados em Madri".

Em relação à Unasul, o Ministério das Relações Exteriores apontou que "a assistência ou não dos outros governantes convidados é um tema que não concerne à República de Honduras".

A nação centro-americana disse ainda que, mesmo que subsistam atitudes "negativas", irá continuar suas gestões para manter "relações com outros Estados democráticos, que tenham o desejo de estreitar as relações com Honduras".

O governo de Lobo mantém "a disposição de estabelecer, continuar e aprofundar suas relações diplomáticas com todos os países do mundo, que respeitem seus compromissos internacionais e o direito internacional".

Lobo chegou ao poder após vencer as eleições presidenciais de 2009, ocorridas durante o governo de Roberto Micheletti, que assumiu após o golpe de Estado contra Manuel Zelaya, em junho daquele ano. Atualmente, dos 12 países-membros da Unasul, apenas Colômbia e Peru reconhecem o governo de Lobo.

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