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05/05/2010 - 16h40

No Chile, representante de italiana Enel sai otimista de reunião com Piñera

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 5 MAI (ANSA) - O diretor-geral da companhia italiana Enel, Fulvio Conti, demonstrou hoje, após ter se reunido com o presidente chileno, Sebastián Piñera, otimismo em relação ao projeto HidroAysén, que prevê a construção de cinco hidrelétricas.

A iniciativa, proposta das empresas Endesa e Colbún na região austral de Aysén, implica um investimento estimado em US$ 3,2 bilhões para a construção de um complexo com cinco usinas hidrelétricas na região. O empreendimento será feito sobre os rios Baker e Pascua e inundará 5.910 hectares de mata virgem, gerando uma energia de cerca de 2.750 megawatts.

"Saí da visita com o presidente com uma grande ilusão positiva, no sentido de que o presidente sabe que ter água disponível é uma grande fortuna para o país e que nos falta apoiar ideias como o projeto da HidroAysén, que é positivao, não vai afetar o meio ambiente da região e que permite efetivamente um investimento muito forte", relatou Conti à ANSA.

Segundo ele, o mandatário chileno teria apontado que tem a intenção de acelerar o processo de "aprovação meio ambiental".

O executivo acrescentou ainda que, durante seu encontro com Piñera, ratificou "o grande compromisso que temos, como Enel Endesa, de continuar investindo neste país, de continuar sendo líder do mercado na energia e permitir o desenvolvimento de novos investimentos".

Para ele, o Chile "é um país de grande capacidade empresarial, que tem um governo que entende muito bem qual é o seu desafio econômico e social".

"Já estamos prontos para começar", complementou o empresário, defendendo que o projeto "permite ao mesmo tempo fornecer energia barata para os próximos anos e favorecer um desenvolvimento mais forte", o que possibilitaria que o governo aumentasse "o PIB [Produto Interno Bruto] entre 4 e 5%, criando empregos para um milhão de pessoas".

Grupos ecologistas, por sua vez, se opõem à construção das grandes barragens na Patagônia. Liderados pelo bispo de Aysén, Luis Infanti, os representantes expuseram na última semana, em Roma, os seus argumentos éticos, econômicos e ambientais.

Conti advertiu que "claramente nós não faremos o projeto de HidroAysén, se não tivermos a linha da transmissão. Esta parte é integrante do projeto. Não se pode produzir energia, se não puder transportá-la".

Na noite de hoje, o italiano vai a Lima, no Peru, para verificar o que a companhia está realizando nesse país e "quais são os projetos que podem ser desenvolvidos".

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