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07/05/2010 - 08h53

Mockus se consolida na liderança de corrida presidencial colombiana

ANSA
BOGOTÁ, 7 MAI (ANSA) - A três semanas das eleições presidenciais colombianas, o candidato do Partido Verde, Antanas Mockus, lidera a corrida eleitoral com 38% das intenções de voto, segundo a pesquisa mais recente realizada no país.

De acordo com o estudo feito pelo Centro Nacional de Consultoria, o governista e ex-ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, mantém-se na segunda colocação, com 34%.

Na sequência aparecem os candidatos Noemi Sanín (11%), do Partido Conservador (PCC); Gustavo Petro (5%), do Polo Democrático Alternativo (PDA); Germán Vargas Lleras (5%), do Mudança Radical; e Rafael Pardo (3%), Partido Liberal Colombiano (PL).

Em um possível segundo turno entre Mockus e Santos -- que pertence ao Partido Social da Unidade Nacional (conhecido como Partido de la U), do qual faz parte o presidente Álvaro Uribe --, o postulante do Partido Verde venceria com 50% das preferências, contra 43%.

Desde o mês passado, Mockus lidera as pesquisas de intenção de voto, sendo que, quando lançou sua candidatura, não possuía amplo apoio popular. Na época, o presidenciável que detinha a liderança nas pesquisas era Santos.

O governista era apontado, com ampla margem de diferença em relação a seus adversários, como o possível vencedor de pleito agendado para o próximo dia 30.

Nos últimos dias, foram divulgadas, por meio de denúncias anônimas, informações sobre supostos planos para atacar o candidato do Partido Verde, sendo que o principal motivo do atentado seria seu crescimento nas pesquisas.

A primeira denúncia foi feita na segunda-feira, quando a rádio La FM publicou o relato de uma pessoa que não quis se identificar. A fonte dizia que um grupo planejava um ataque contra Mockus, que também seria impulsionado pela incerteza de seus planos de governo no âmbito de segurança.

No dia seguinte, foi criado um grupo na rede social Facebook intitulado "Me comprometo a matar Antanas Mockus antes de 30 de maio".

O ministro da Defesa da Colômbia, Gabriel Santos, veio a público informar que os serviços de inteligência do país não encontraram nenhuma prova concreta de planos de atentado, mas garantiu que os agentes permaneceriam "em alerta".

A denúncia e a criação do grupo no Facebook fizeram crescer o temor de que ocorra com Mockus o mesmo que aconteceu com Luis Carlos Galán e Jorge Eliecer Gaitán, candidatos assassinados durante as campanhas presidenciais de 1989 e 1948, respectivamente.

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