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10/05/2010 - 10h30

Porta-voz do Vaticano diz que Papa não 'mendiga' apoio

ANSA
CIDADE DO VATICANO, 10 MAI (ANSA) - O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse que o papa Bento XVI "não mendiga e não organiza manifestações de defesa e apoio" para pontuar sua "serenidade espiritual na fé e sua autoridade" frente à atual crise vivida pela Igreja.

Em um esclarecimento publicado hoje no jornal Corriere della Sera, o representante comentou um artigo do historiador Alberto Melloni veiculado ontem sobre a controvérsia entre o arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, e o ex-secretário de Estado do Vaticano Angelo Sodano.

No dia 28, em um encontro informal com a imprensa, o prelado austríaco teria assinalado que palavras ditas por Sodano na Páscoa foram uma "pesada ofensa às vítimas" de pedofilia -- problema que deu origem a uma grave crise na instituição católica.

Na celebração, ocorrida em 4 de abril, o ex-secretário de Estado declarou que "o povo de Deus está ao lado" do Pontífice e "não se deixa abalar por certas 'especulações', nem por provações que por vezes atingem a comunidade dos fiéis".

Lombardi garantiu não partilhar da análise de Melloni sobre o suposto "confronto entre os dois cardeais" e denunciou como "totalmente falsa" a afirmação segundo a qual Schönborn seria ciente de que o Papa solicitara que Sodano fizesse "para a Páscoa uma saudação, pronunciada na Praça de São Pedro".

"Bento XVI não pediu absolutamente nada. A mensagem do cardeal Sodano foi uma iniciativa do Colégio Cardinalício, pelo menos quando presente em Roma representado por seu decano [cargo ocupado pelo ex-secretário]", explicou o porta-voz.

"O Papa havia sido informado disso pouco tempo antes" e "acolheu a saudação com gratidão e simplicidade por aquilo que pretendia ser, uma mensagem de proximidade, afeto e solidariedade", continuou ele.

Diante de um posicionamento sobre o Pontífice que "altera seriamente sua imagem, considero meu dever esclarecer que Bento XVI, mesmo em tempos difíceis, não mendiga e não organiza manifestações de defesa e apoio", completou.

"Acrescentarei que, se há uma pessoa de meu conhecimento que vive os acontecimentos atuais da Igreja com a consciência de seus significados, sem preocupações de perda de poder, mas em espírito evangélico de purificação, de penitência e renovação profunda, é o próprio Bento XVI", assegurou Lombardi.

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