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10/05/2010 - 15h50

Uruguai: Aliança governista perde apoio em eleições municipais

ANSA
MONTEVIDÉU, 10 MAI (ANSA) - As eleições do último domingo no Uruguai, as primeiras desde o início do governo de José Mujica e consideradas o seu primeiro teste após o pleito que o elegeu em 2009, mostraram que a governista Frente Ampla perdeu apoio popular.

As votações municipais, realizadas em 19 departamentos e pela primeira vez em 89 novas prefeituras, terminaram com a perda de duas administrações que até então eram da coalizão de esquerda: Rivera e Salto.

Por outro lado, os governistas conquistaram Artigas, no norte do país, e conseguiram manter o controle de Montevidéu, Canelones, Maldonado, Rocha e Florida.

Candidata da Frente Ampla ao governo da capital, a dirigente comunista Ana Olivera venceu com 44,01% dos votos, segundo os primeiros dados divulgados pela Corte Eleitoral. Olivera é o grande destaque da disputa por ter se tornado a primeira mulher eleita prefeita no país.

Com o resultado, este será o quinto governo consecutivo da aliança esquerdista em Montevidéu, mas com alguma queda de respaldo em relação às três últimas votações.

Em 1994, Mariano Arana obteve 44,9% dos votos. Em 2000, ele foi reeleito com 58,3% de apoio popular, enquanto em 2005 Ricardo Ehrlich obteve 60,9% dos votos.

O primeiro candidato eleito ao comando da capital do país foi Tabaré Vázquez, em 1989, com 36,8% dos votos. Logo depois, ele também se tornou o primeiro mandatário da Frente Ampla, governando de 2005 a 2010.

Para analistas políticos, a perda do eleitorado na capital se deve à desconformidade de muitos cidadãos com a última gestão e ao fato de que alguns partidários preferiam o ex-ministro da Indústria e ex-dirigente da petroleira estatal, Ancap, Daniel Martínez.

A novidade deste turno foi a eleição dos 89 novos prefeitos, de cidades com mais de cinco mil habitantes, cargos que foram criados a partir da lei de descentralização aprovada no último ano.

Ao sufragar, Mujica admitiu que o pleito era apenas "um experimento", referindo-se à inexpressiva campanha eleitoral, mas ressaltou que "a próxima terá uma disputa mais intensa".

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