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11/05/2010 - 16h38

Vice-ministro paraguaio diz que Estado de Exceção deveria ser prolongado

ANSA
ASSUNÇÃO, 11 MAI (ANSA) - O vice-ministro de Segurança Interna do Paraguai, Carmelo Caballero, considerou hoje insuficiente o prazo de um mês para o Estado de Exceção decretado em 24 de abril em cinco departamentos do país.

A medida foi estabelecida no mês passado em cinco departamentos (estados) -- Alto Paraguai, Amambay, Concepción, Presidente Hayes e San Pedro -- para conter a onda de crimes na região e combater o Exército Popular Paraguaio (EPP), acusado de cometer sequestros e assassinatos.

"Uma organização criminosa formada há 11 anos provavelmente não poderá ser desmantelada em um mês", afirmou o vice-ministro após uma reunião do Conselho de Segurança, no Palácio do Governo.

Devido a esta declaração, fontes políticas disseram que existe a possibilidade de o governo pedir a extensão do prazo do Estado de Exceção.

No último dia 22, quando o presidente Fernando Lugo apresentou a proposta ao Congresso, ele pedia que a medida permanecesse em vigor por 60 dias. Contudo, os parlamentares -- ao aprovarem a solicitação -- reduziram este período.

Na semana passada, as autoridades anunciaram a prisão de um suspeito de envolvimento com o movimento armado. Julián Dejesús Ortiz, que faria parte do "setor logístico" do organismo, foi o primeiro suposto membro do EPP a ser detido desde a mobilização dos militares. Depois disso, o governo também anunciou recompensas por informações que levassem à captura de outras pessoas.

Por outro lado, um conflito registrado entre efetivos das Forças Armadas e policiais, registrado no fim de semana na localidade de Hugua Ñandú, que fica no departamento (estado) de Concepción, tensionou esta situação, gerando novas críticas à gestão de Lugo.

O tema também esteve no centro das discussões de hoje. Segundo Caballero, houve uma preocupação em realizar "um ajuste" dentro das forças de operação que atuam no local para evitar situações semelhantes.

Ao EPP são atribuídas as mortes de sete pessoas, além dos sequestros de dois fazendeiros e de um atentado a bomba no Palácio da Justiça.

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