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24/05/2010 - 09h54

Chuva e presença de imigrantes marcam comemorações do Bicentenário da Argentina

ANSA
BUENOS AIRES, 24 MAI (ANSA) - As comemorações do Bicentenário da Independência argentina contaram com a participação de cidadãos de outros países e paraquedistas, apesar da forte chuva que atingiu Buenos Aires ontem.

No terceiro dia de festejos, milhares de pessoas assistiram ao Desfile da Integração, no qual representantes de províncias e de outros países caminharam pela Avenida 9 de Julho com roupas características e ao som de músicas típicas.

"A única coisa que eu sabia da Argentina era sobre a Guerra das Malvinas", comentou o escocês Raymond John Dickson McGregor, explicando ao jornal Clarín que não tinha conhecimento do país antes de se casar com a sul-americana Miriam Pereyra.

"Há três anos estou aqui e estou muito feliz. Encanta-me o calor do povo e, sobretudo, o clima. É um país novo, amável", contou McGregor, que acompanhou as celebrações.

Já a japonesa Junko Yamada, de 63 anos, originária de Hiroshima, escolheu morar na Argentina devido às dificuldades enfrentadas em sua terra natal, principalmente relacionas à bomba atômica.

"Eu vim estudar em Buenos Aires e me adaptei, consegui trabalho logo. Sinto-me argentina desde sempre. Deve ser porque todos aqui são um pouco imigrantes", exaltou Yamada à imprensa, contando que seus pais perderam a casa em Hiroshima e não queriam mais viver lá.

Os festejos deste domingo, no entanto, tiveram que ser interrompidos pela chuva que desabou às 15h locais. As pessoas correram para procurar abrigo na Calçada do Bicentenário, instalação montada ao longo da Avenida 9 de Julho, com estandes oferecendo comidas típicas, atividades culturais e recreação.

Momentos antes do temporal, três paraquedistas lançaram-se ao céu de Buenos Aires. O grupo saltou no Aeroparque Internacional Jorge Newbery carregando a bandeira argentina, segundo informou o La Nación.

Além disso, mais de 2.500 argentinos preferiram comemorar os 200 anos da Revolução de Maio, que culminou na independência do país, ajudando famílias de baixa-renda.

Eles iniciaram a construção de residências em bairros de pobreza extrema. As obras são feitas pelos próprios voluntários, com a ajuda das famílias que obterão a casa, as quais pagam somente 10% de seu valor.

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