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24/05/2010 - 15h38

Em vão, Peru tenta esclarecer suposta violação do espaço aéreo por equatorianos

ANSA
Em Lima

O chanceler peruano, José Antonio García Belaúnde, informou hoje (24) que tentou conversar, "sem sucesso", com o governo do Equador para discutir uma suposta incursão de helicópteros em seu país, divulgada pela imprensa local.

"Tentei, sem sucesso, falar com o chanceler equatoriano [Ricardo Patiño]. Tenho apenas a informação da imprensa", disse García Belaúnde, em entrevista a uma rádio local.

Em sua edição desta segunda-feira, o jornal La República divulgou que aeronaves das Forças Armadas equatorianas violaram o espaço aéreo peruano, com a suposta finalidade demarcar a linha fronteiriça.

De acordo com essa versão, a incursão de soldados teria ocorrido entre 14 e 15 de maio no distrito San José de Lourdes, província de San Ignacio, Cajamarca.

Sobre a provável demarcação, García Belaúnde explicou que tais medidas estão definidas nos acordos binacionais e são referenciais, por isso, espera que a versão "não passe de um excesso de zelo de algum subalterno", recordando as "boas relações" entre as duas nações.

"Não tenho a menor dúvida que esclareceremos este tema com o chanceler" equatoriano, continuou.

O chefe da diplomacia peruana também minimizou que a notificação da Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia, enviada ao Equador no âmbito do litígio marítimo de seu país com o Chile, possa causar algum mal-estar.

Segundo ele, esta é apenas uma questão "processual", já que a corte tem o dever de informar todos aqueles que integrem os acordos que são citados. No caso da demanda apresentada contra o Chile, são analisados os convênios assinados em 1952 e 1954, que também conta com a firma do Brasil.

No fim de semana, a imprensa informou que o governo equatoriano foi notificado sobre o processo, após ter sido citado nos argumentos da contra-memória chilena, entregue em março passado. O documento mencionaria os tratados da década de 1950.

O Peru apresentou a ação no tribunal, com o pedido pela redefinição do território, alegando que o limite com o Chile deve ser via uma linha equidistante das costas dos dois países e não paralela sobre as águas do oceano Pacífico, como é atualmente.

Por sua vez, ainda segundo versões dos veículos de comunicação, o governo equatoriano deve decidir se irá se posicionar sobre o tema, mas, caso opte por este direito, terá que acatar a decisão do tribunal, junto aos envolvidos. Assim, se a corte decidir acolher a postura peruana também deverá propor que este critério seja aplicado à fronteira com o Equador.

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