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24/05/2010 - 14h29

Igreja Católica da Itália promete fazer 'tudo' para retomar a confiança das famílias

ANSA
CIDADE DO VATICANO, 24 MAI (ANSA) - O presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), cardeal Angelo Bagnasco, afirmou hoje que a Igreja Católica fará "tudo" para continuar a ter a confiança das famílias, diante das recentes denúncias de pedofilia contra padres e sacerdotes.

"A opinião pública, como as famílias, deve saber que nós, da Igreja, faremos de tudo para ter sempre, e cada vez mais, o mérito da confiança", prometeu Bagnasco, discursando em Roma, durante a 61ª Assembleia Geral dos Bispos Italianos.

"Não pouparemos atenção e procedimentos", acrescentou o religioso, destacando que "a Igreja, em nenhum momento, quis subavaliar" o drama do abuso de menores.

Em seu discurso, que teve seis de 11 páginas dedicadas à pedofilia, o religioso ainda destacou que "a nossa primeira oração, a nossa primeira atenção é para as vítimas" dos abusos.

"Mais uma vez exprimimos toda a nossa dor, o nosso profundo pesar e a cordial proximidade pelos que sofreram esse grave pecado", afirmou o presidente da CEI.

Segundo Bagnasco, atualmente há "uma consciência mais evoluída em relação ao crime de pedofilia, que pode ser também uma doença, e certamente é um pecado aterrorizador".

"Por isso, uma pessoa que abusa de menores precisa de justiça, assim como de cura e de graça. Todos os três são necessários, e sem confusão ou mistificação entre eles. A pena imposta pelo crime não cura a ferida e nem concede o perdão, como, ao inverso, o perdão do pecado não cura a doença nem substitui a justiça", analisou.

A Igreja Católica vem enfrentando uma série de denúncias de abusos sexuais que teriam sido cometidos por religiosos em dioceses e instituições católicas de diversos países, como Bélgica, Irlanda, Holanda, Estados Unidos, Alemanha, Espanha, México, França, África do Sul, Canadá, Suécia, Reino Unido, Itália, entre outros.

No último domingo, ao encerrar o período pascal com a celebração do Pentecostes, o papa Bento XVI pediu pela renovação da Igreja, mas não fez nenhuma referência explícita aos casos de pedofilia. "Invocamos [a fé] para toda a Igreja, em particular, neste Ano Sacerdotal [que termina em junho, ndr.], para todos os ministros do Evangelho, para que a mensagem da salvação seja anunciada a todas as pessoas", afirmou na ocasião.

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