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24/05/2010 - 18h20

Professores bolivianos anunciam fim de paralisação

ANSA
LA PAZ, 24 MAI (ANSA) - A agremiação de professores de La Paz anunciou hoje a suspensão da greve iniciada há 12 dias, que tinha como objetivo reivindicar um aumento salarial de 12%, além de uma reforma da previdência social.

"Os professores não nos sentimos derrotados, mas traídos", esclareceu a dirigente Wilma Plata, ao anunciar o fim do protesto, consequente do término da aliança com a Central Operária Boliviana (COB) e com a Confederação do Magistério Urbano.

O anúncio é feito um dia depois de a confederação ter firmado um acordo de 13 pontos junto ao Ministério da Educação. O documento não responde às expectativas dos docentes que denunciaram hoje a "traição".

Por sua vez, o governo de Evo Morales -- que propôs um aumento de 5% ao setor -- informou que pretende manter a negociação por uma nova lei de aposentadorias para os professores. A medida prevê a aposentadoria aos 58 anos de idade, com uma pensão equivalente a 70% da média dos últimos 24 meses.

A atual legislação determina o fim das atividades trabalhistas a partir dos 65 anos para homens e 60 para mulheres, mas os professores querem a diminuição a 55 e 50 anos, com 100% da média salarial dos últimos 12 meses.

Além deste, Morales tem enfrentado outros conflitos no país. Um deles refere-se à recente aprovação da medida que tenta impedir que os governadores acusados formalmente antes ou durante o seu mandato exerçam seus cargos.

O projeto, contudo, atingiria diretamente os governadores da oposição, reeleitos em abril passado. Ruben Costas (de Santa Cruz), Mario Cossio (Tarija) e Ernesto Suárez (Beni) reúnem um total de 37 denúncias por várias acusações, incluindo uso indevido de recursos públicos para organizar os referendos autonômicos em suas regiões.

Em Beni, contra a lei aprovada ontem pelos parlamentares, foi realizada nesta segunda-feira uma "paralisação cívica departamental". Para amanhã está prevista uma manifestação.

Já em Tarija, a resistência civil foi convocada para demonstrar que "ninguém é obrigado a cumprir uma lei inconstitucional". Enquanto em Santa Cruz, será apresetnado um recurso contra a norma.

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