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25/05/2010 - 11h38

Argentina diz que carta a Grã-Bretanha "exorta" negociação por Malvinas

ANSA
BUENOS AIRES, 25 MAI (ANSA) - O vice-ministro argentino das Relações Exteriores, Victorio Taccetti, afirmou hoje que a missiva enviada à Grã-Bretanha sobre a disputa pelas Ilhas Malvinas "exorta" o país a negociar a soberania do arquipélago.

"A carta faz menção às normas do direito internacional aplicável, refuta as argumentações britânicas que, na realidade, se baseiam em um feito de força, pois eles estão usurpando nosso território, e exorta o Reino Unido a sentar e negociar, tal qual foi indicado em muitíssimas oportunidades na Organização das Nações Unidas", explicou o diplomata em declarações a uma rádio local, segundo a agência Télam.

Ontem o governo da presidente Cristina Kirchner enviou o documento à embaixadora britânica em Buenos Aires, Shan Morgan, protestando contra a política da nação europeia em relação ao arquipélago e respondendo à queixa de Londres quanto ao controle marítimo imposto pela Argentina na região.

Os dois países mantêm uma disputa histórica relacionada às Malvinas, cuja soberania é reivindicada pelos sul-americanos desde que os europeus ocuparam as ilhas, em 1833. A tensão aumentou depois que o governo britânico anunciou no início do ano sua intenção de explorar petróleo e gás na região.

Em resposta, a Argentina firmou um decreto que determina às embarcações que transitarem pela área contestada ter uma autorização especial das autoridades locais.

Taccetti recordou ainda que, em fevereiro, "todos os países da América Latina e do Caribe apoiaram a posição argentina" durante a Cúpula da América Latina e do Caribe (Calc), realizada em Cancún.

O vice-chanceler também destacou que Cristina teve a oportunidade de explicar essa posição "diante de 60 líderes mundiais" na semana passada, em seu discurso na VI Cúpula União Europeia-América Latina e Caribe, realizada em Madri.

"São feitos que vão fazendo crescer essa pressão e pensamos que, em algum momento vão dar resultados. Mas são políticas a longo prazo, embora há muito tempo estejamos brigando por isso", disse o diplomata.

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