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26/05/2010 - 17h32

Posição de Uribe sobre Honduras é 'lamentável', diz Zelaya

ANSA
BUENOS AIRES, 26 MAI (ANSA) - O ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya considerou "lamentável" a postura do mandatário colombiano, Álvaro Uribe, em favor do reconhecimento do governo de Porfirio Lobo, eleito durante o regime de facto que sucedeu o golpe de Estado de junho de 2009.

"É lamentável que presidentes não reclamem o fato de que o derramamento de sangue do povo hondurenho está impune e não peçam justiça", declarou Zelaya, questionado pela ANSA.

Em Buenos Aires, onde participou das comemorações do Bicentenário da Independência da Argentina, o hondurenho pediu que Uribe "retifique suas posições para poder ser coerente com o final do seu mandato", que vai até agosto.

O convite da presidente argentina, Cristina Kirchner, a Zelaya reforça a posição da maioria dos países sul-americanos, contra o reconhecimento do atual governo hondurenho.

A maior parte dos 12 membros União das Nações Sul-Americanas (Unasul) lançou uma advertência após uma reunião do bloco, no início de maio, de que poderia não participar da Cúpula União Europeia-América Latina e Caribe, na Espanha, caso Lobo estivesse presente.

Na Argentina, o mandatário deposto também se reuniu com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, e comentou a sua atuação na crise política de seu país.

"Insulza fez o que podia. A OEA não pôde fazer valer a carta democrática, pois se demonstrou impotente frente o surgimento da violência e os Estados Unidos se colocaram a favor do golpe de Estado", analisou.

Apesar de salientar que o presidente norte-americano, Barack Obama, "não esteve envolvido" no golpe que o tirou do poder, Zelaya disse que "os que realmente governam o império estiveram fomentando e apoiando" o governo de facto.

Atualmente, o hondurenho vive exilado na República Dominicana. Perguntando pela ANSA sobre a possibilidade de voltar ao seu país, Zelaya a relacionou com o atual chefe de Estado.

"Lobo tem manifestado sua vontade, mas está rodeado pela estrutura do golpe, que não foi desmontada. Quando ele me convida a retornar a Honduras, deve esclarecer o que oferece, porque minhas garantias devem ser respeitadas", salientou. (ANSA)

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