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31/05/2010 - 14h50

Argentina e Chile condenam ataque israelense e lamentam mortes

ANSA
BUENOS AIRES, 31 MAI (ANSA) - Os governos de Argentina e Chile expressaram nesta tarde repúdio ao ataque israelense, cometido nesta segunda-feira, contra uma frota que transportava ajuda humanitária à população da Palestina.

"O governo argentino condena o ataque perpetrado em águas internacionais por forças israelenses contra a 'Frota da Liberdade', de bandeira turca, que transportava ajuda humanitária para a Faixa de Gaza", informa a Chancelaria argentina em um comunicado.

A República Argentina "lamenta profundamente a perda de vidas humanas causadas por este episódio" e pede "a realização de uma completa e exaustiva investigação dos fatos", continua a nota.

O governo de Cristina Kirchner pede também "o fim imediato dos atos de violência que agravam a situação no Oriente Médio, e o fim do bloqueio contra a população de Gaza, permitindo a livre circulação de pessoas e o ingresso de ajuda humanitária à região".

Ainda no texto, a Argentina ressalta a necessidade de "resoluções das Nações Unidas que levem à paz justa e duradoura na região".

Já o Chile, por meio do Ministério das Relações Exteriores, diz "deplorar a violenta reação" das forças israelenses, ao mesmo tempo em que condena "o uso da força em todas as suas formas e especialmente neste caso", que deixou "mortos e feridos entre tripulantes e passageiros civis de embarcações".

Em consequência dessa ação, reitera a administração de Sebastián Piñera, "o premier da Turquia, [Recep] Tayyip Erdogan, que iniciaria hoje uma visita oficial ao Chile, decidiu retornar imediatamente ao seu país".

Erdogan, que na última semana esteve no Brasil, chegou ontem a Santiago para uma visita a esta nação sul-americana. De acordo com o vice-primeiro-ministro turco, Bulent Arinc, o premier interrompeu sua visita à América Latina e retornou a Ancara.

Nesta segunda-feira, a Marinha de Israel atacou uma frota que tentava chegar à Faixa de Gaza. As seis embarcações -- que transportavam dez toneladas de ajudas, entre insumos médicos e casas pré-fabricadas -- foram interceptadas ainda em águas internacionais e houve confrontos devido à resistência dos passageiros.

Fontes oficiais israelenses haviam confirmado a morte de nove pessoas. Por outro lado, uma emissora local informou há pouco que o balanço de vítimas fatais chega a 19.

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