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31/05/2010 - 16h12

Equador continuará processo de reaproximação com a Colômbia após eleições

ANSA
QUITO, 31 MAI (ANSA) - O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, declarou hoje que o processo de renovação das relações diplomáticas com a Colômbia continua, independentemente de quem será o sucessor do atual presidente Álvaro Uribe.

No primeiro turno das presidenciais colombianas, realizado ontem, Juan Manuel Santos -- ex-ministro da Defesa de Uribe e considerado o principal responsável pelo ataque militar colombiano em território equatoriano em março de 2008 -- obteve 45% dos votos, com ampla margem de vantagem sobre o segundo colocado.

Com 99,71% das urnas apuradas, o postulante apoiado por Uribe enfrentará no segundo turno o opositor Antanas Mockus, que registrou 21% das preferências.

"Quando for eleito, quem quer que seja eleito, nós imediatamente manteremos as relações com eles, mantendo a mesma posição que tivemos com o governo atual", esclareceu Patiño.

Logo após a incursão ilegal, realizada por tropas colombianas contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e cometida sem a autorização do governo de Rafael Correa, Quito rompeu os laços diplomáticos com Bogotá.

A reaproximação entre as duas nações foi iniciada em novembro de 2009 com a designação mútua de encarregados de negócios. O processo continua e ainda há questões consideradas "sensíveis" às partes.

Ainda segundo o representante diplomático, o Equador não deixará suas reivindicações, como o pedido ao governo colombiano para que este entregue todos os dados relacionados à operação de seu Exército, entre outras exigências.

Atualmente, a Justiça equatoriana investiga a participação de várias autoridades do país vizinho. Contra Santos, por exemplo, há uma ordem de prisão emitida pela Corte Provincial de Sucumbíos, que o acusa de ser um dos mentores do ataque. A ação deixou 26 mortos, entre eles um dos líderes da guerrilha, Raúl Reyes.

O segundo turno das eleições presidenciais da Colômbia será realizado no próximo dia 20. O futuro presidente assumirá o comando do país em agosto, encerrando o ciclo de duas administrações consecutivas de Uribe, que iniciou sua primeira gestão em 2002.

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