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31/05/2010 - 18h00

Morales questiona ação dos EUA na Bolívia na luta contra o narcotráfico

ANSA
LA PAZ, 31 MAI (ANSA) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, questionou hoje a ação dos Estados Unidos em seu país na luta contra o narcotráfico, ao mesmo tempo em que pediu a participação dos militares para combater este tipo de crime.

Durante sua participação nos atos do 181º aniversário do Comando-Chefe das Forças Armadas, Morales disse estar convencido de que os EUA "incentivam e protegem" essa atividade, com fins políticos. Ele também afirmou que o poder econômico crescente do tráfico de drogas permitiu infiltrações na Polícia e na Justiça locais.

"Não pensava que o narcotráfico era tão grande. Não pensava que tinha tanto poder econômico. Mas também acho que [este] se infiltra nos Poderes ou nas estruturas do Estado, não apenas na Bolívia, mas em todo o mundo", declarou o mandatário.

"Estou convencido de que a origem da produção das drogas é o mercado e a demanda existente em nações industrializadas como os Estados Unidos, as quais devem assumir sua responsabilidade e reduzir o consumo", enfatizou.

Segundo informes oficiais, a polícia antidrogas boliviana apreendeu 48 toneladas de cocaína entre 2000 e 2005. No entanto, entre 2006 e 2010, foram encontradas 101 toneladas. Apenas em 2010 já foram apreendidas mais de 13 toneladas, entre pasta base e cloridrato.

De acordo com o vice-ministro da Defesa Social, Felipe Cáceres, o aumento da produção de cocaína seria consequente do uso de novos produtos químicos e de melhores tecnologias.

Nos últimos cinco meses foram destruídos 12 laboratórios de refinação de drogas, oito de reciclagem, 2.185 de pasta base e 3.108 poças de maceração. Já as plantações de coca passaram de 28.900 hectares, em 2007, a 30.500, em 2008.

Ainda no evento, Morales exortou uma "estratégia de luta contra o narcotráfico para velar pela soberania nacional, contra os interesses estrangeiros, principalmente dos Estados Unidos".

Nesse sentido, enfatizou também a necessidade de uma maior presença militar nas atividades na fronteira, que "estão desprotegidas" e, por isso, se tornam um espaço para a atuação de quadrilhas estrangeiras.

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